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MasterChef: Campeões fazem de churrasco para príncipe a marmita natural

Com Helena Rizzo, reality estreia nova temporada em 6 de julho

Da esquerda para a direita: Izabel Alvares, Léo Young, Elisa Fernandes e Rodrigo Massoni, ex-campeões do MasterChef - Montagem
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São Paulo

Marmitas naturais, dicas culinárias nas redes sociais e até churrasco para príncipe norueguês. A vida dos campeões da versão amadores do MasterChef (Band) evoluiu muito após o título do reality. E mais alguém passará por essa reviravolta, já que a oitava temporada estreia na próxima terça-feira (6).

Primeira campeã do programa, em 2014, Elisa Fernandes, 31, de Ribeirão Preto (interior de SP) se profissionalizou e hoje trabalha com o que mais ama. Abriu em agosto de 2020 seu bistrô de alta gastronomia no bairro paulistano da Vila Madalena e colhe os frutos de tudo o que aprendeu.

Adepta da alimentação natural e moderna, Fernandes trabalhou com chefs renomados, como o francês Alain Ducasse, e se diz realizada. “Importância de vencer o MasterChef foram as portas que se abriram. Com certeza, teria sido muito mais difícil sozinha”, afirma.

A cozinheira também aproveitou a explosão de popularidade para fazer parcerias no Instagram e com o YouTube. “Não tinha a noção de que o MasterChef mudaria minha vida tão profundamente. O reality me fez conectar com meu lado pessoal. Hoje, minha vida tem muito mais sentido.”

No ano seguinte foi a vez da carioca Izabel Alvares, 37, levantar o troféu do reality comandado até o final do ano passado pelos jurados Henrique Fogaça, Erick Jacquin e Paola Carosella. A nova temporada terá a chegada de Helena Rizzo no lugar de Carosella.

As conquistas de Izabel também foram grandiosas. Além da possibilidade de estudar gastronomia na escola francesa Le Cordon Bleu, trabalhou em restaurante estrelado e foi contratada pelo Le Pré Catelan, localizado no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio. Ela diz que teve a ajuda de Jacquin para isso.

Aos poucos, foi conquistando um caminho dentro da cozinha mais voltado para a gastronomia natural e saudável. Foi então que abriu sua própria empresa, chamada Magrela Shop, com produtos low carb que já conta com 30 pontos de venda entre Rio de São Paulo.

“Na época do título [2015], eu nunca tinha tido experiência profissional e ver que a Paola, o Fogaça e o Jacquin sabiam meu nome e tinham uma visão relativa do que era a minha cozinha me ajudou muito”, comenta ela, que ainda resolveu reeducar a própria alimentação e perdeu 40 quilos.

Mas as experiências não pararam aí. Além de ter vencido o programa, viajado e feito eventos no México, Izabel cozinhou para o príncipe da Noruega Haakon Magno. “Fiz um churrasco de bacalhau para ele. São coisas inacreditáveis, que nunca imaginei. Tomei a decisão de ser chef de cozinha aos 32 anos. Sem o MasterChef, demoraria talvez 20 anos para chegar ao patamar que eu cheguei.”

O paulista Léo Young, 35, foi o campeão em 2016 e também enumera conquistas desde então. Ele virou chef-executivo e sócio do badalado restaurante japonês Tatá Sushi, e atualmente usa as redes sociais para ensinar receitas. “Me sinto em plena evolução e crescimento", afirma ele.

"Nos tornamos ainda mais fortes na pandemia e crescemos. O delivery está voando e já penso em expandir para outras capitais”, diz o chef, que também tem um livro publicado.

Fã de carteirinha do MasterChef desde 2014, a catarinense de Florianópolis Michele Crispim, 32, levou o troféu em 2017. “Consegui enxergar meu potencial e o quanto que vale a pena não desistir. Minha história me trouxe muita felicidade e até hoje recebo relatos de quem se inspira na minha trajetória”, diz.

Crispim afirma que o título abriu muitas portas. Preparou jantares, deu aulas ou ministrou palestras por todas as regiões do país. Hoje, ela também usa as redes sociais para criar conteúdo de receitas e tem planos de abrir seu primeiro restaurante de comida saudável em Florianópolis em agosto.

Planos também não faltam para a gaúcha Maria Antonia Russi, 40, vencedora do reality em 2018. Após o programa, ela foi estudar em Paris e virou influenciadora digital, e planeja agora abrir uma linha de molhos de tomate e de sorvete.

Com o MasterChef ela afirma que aprendeu a não desistir dos seus sonhos e projetos. “O começo não é fácil, é complicado, mas é muito prazeroso quando a gente olha para trás e vê que as noites em claro e os dias longe da família valeram a pena. Hoje sou uma profissional muito mais completa”, diz.

A pandemia da Covid-19 marcou o mundo e também a trajetória de projetos e oportunidades para os vencedores do MasterChef. O paulista Rodrigo Massoni, 35, vencedor da edição de 2019 ainda não conseguiu trabalhar na área, com o surgimento da doença pouco depois de sua vitória.

“Surfei a onda pós-programa, fiz umas publicidades e ainda as faço. Mas com o fim do mundo da pandemia tudo brecou e o futuro é incerto. Estou esperando o planeta voltar ao normal para ver o que vai acontecer”, afirma ele, que também é engenheiro ambiental. “O programa veio em ótima hora, pois já estava mal com essa carreira”, revela.

O mesmo baque tem sofrido a paulista Anna Paula Nico, 50, campeã da temporada de 2020. Arquiteta, ela sonha viver apenas das marmitas bem brasileiras que produz diariamente como parte de seu projeto pessoal Anna Banana.

No ano passado a pandemia forçou mudanças até mesmo no formato do MasterChef, que passou a eleger um vencedor por programa. Anna foi a campeã quando todos os melhores se juntaram para uma competição final. O formato antigo deve ser retomando neste ano.

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