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Zapping - Cristina Padiglione

Larissa Manoela reestreia em 'Além da Ilusão'

Atriz pontua as diferenças entre Elisa e Isadora, sua nova personagem

   Heloísa (Paloma Duarte), Isadora (Larissa Manoela) e Violeta (Malu Galli)
Heloísa (Paloma Duarte), Isadora (Larissa Manoela) e Violeta (Malu Galli) - João Miguel Júnior/Globo
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Campinas

A partir deste sábado (19), "Alem da Ilusão" começa a trazer sinais da passagem de tempo de 10 anos que marca a segunda fase da novela. Já nos anos 1940, Larissa Manoela, 21, surge em cena como Isadora, personagem vivida por Sofia Budke até o momento. Junto com os novos ares, outros personagens chegam à trama, e os atores mirins dão lugar a seus representantes na vida adulta.

Larissa Manoela, que afirma ter sido desafiada por Elisa em diversos sentidos na primeira fase da trama, destaca o momento de morte da personagem.

A atriz, que protagonizou cena no caixão sem deixar que a câmera captasse sua respiração, conta como conseguiu a proeza: "[Tive] uma concentração e uma consciência que nos deixavam completamente entregues na cena, mas que acabavam precisando de um cuidado maior".

"[Deixei] a frequência da respiração bem baixinha, para poder atuar. Porque parece fácil, mas estar em um caixão como apenas um corpo que está ali para fazer a sua passagem também é atuar. Essa foi uma das cenas mais desafiadoras, e me desafiou em um lugar muito bonito, muito potente, que é de uma fragilidade e uma potência gigantescas", relata a atriz.

Sobre a despedida da personagem, Larissa diz já sentir saudades, mas pontua seu orgulho. "Me dá muita força e uma alegria imensa saber que ela honrou a vida. Isso para mim é a melhor sensação, de ter dado vida a essa personagem, e de ela ter um lugar muito especial no meu coração, minha primeira mocinha aqui na Globo, e quem começou a contar essa história em ‘Além da Ilusão’".

Agora, Larissa Manoela se preparar para uma nova estreia no folhetim das seis, dessa vez como Isadora. Personagem frenética, descolada, sagaz, como apresenta a atriz, ela ressurge como a vida que se esvai no início da história, com a morte da irmã.

"Apesar de ter esse passado doído, ela é uma menina muito potente que foi criada pela Violeta (Malu Galli) –tanto a Elisa quanto a Isadora são criadas por essa mãe que é muito forte—, então ela acaba sendo um reflexo dessa mãe inspiradora que tem dentro de casa", destaca.

Sobre a diferença entre as duas irmãs, ambas interpretadas por ela, Larissa Manoela diz não conseguir pontuar uma característica específica, mas cita a importância do figurino como ponto de diferenciação.

"A Isadora tem uma voz diferente, um tempo diferente, uma pausa, um andar, um tocar totalmente diferente do que a Elisa apresentou. Ela é essa menina que agrega muito com esse conjunto completo, de toda uma produção, de uma equipe que empenhada em mostrar que, apesar de serem irmãs e muito parecidas, elas têm personalidades, estilo e formas de se comportar completamente diferentes", diz.

Para dar vida às personagens, Larissa Manoela fez uma preparação específica para cada uma, seguindo a ordem da novela. A atriz chegou a fazer aulas de costura, paixão de Isadora, para se familiarizar com a personagem.

Larissa destaca ainda a diferença na tonalidade de voz. "A Elisa era mais suave, mais solar, mais aguda, e a Isadora é mais aterrada, mais densa, mais grave. Espero que as pessoas entendam que ela também vibra em outro lugar —com a voz, o chegar, o andar, o se comportar, a postura—, algo que é mais enérgico, tem um quê de frenético em outro lugar, é uma vibração mesmo", explica.

A atriz conta que leva da primeira fase um amuleto, um presente de Sofia Budke, que interpretou a Dorinha na primeira fase, incorporado a Isadora pela figurinista Paula Carneiro.

"É um relicário com um coraçãozinho. A Isadora usará ele o tempo todo, porque é um modo de eu me conectar com essa pequena [Sofia Budke] que deu vida à Isadora de forma espetacular e genial na primeira fase. Esse é o pontinho chave dessa construção e algo que eu carrego da Elisa para a Isadora e da Isadora para a Elisa. Vale para as duas. É um objeto bem especial, e lindo."

Sobre sua conexão com o elenco, a atriz, estreante na TV Globo, destaca a parceria que teve com Rafael Vitti (Davi) e Antonio Calloni (seu pai, o juiz Matias).

"Tenho uma grata alegria por esse encontro profissional ter me​ possibilitado fazer cenas incríveis, intensas, de emoção, amor, troca, de olho no olho com o Rafa e com o Calloni. Eles são pessoas extremamente talentosas, admiráveis e eu tenho muito a agradecer por me acolherem e receberem tão bem", conclui.

Zapping - Cristina Padiglione

Cristina Padiglione, 50, é jornalista e escreve sobre assuntos relacionados à televisão. Ela cobre a área desde 1991, quando a TV paga ainda engatinhava. Ela passou pelas Redações dos jornais Folha da Tarde (1992-1995), Folha (1997-1999) e O Estado de S. Paulo (2000-2016), entre outras publicações. Ela também tem o blog Telepadi (telepadi.folha.com.br), hospedado no site da Folha.

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