Zapping - Cristina Padiglione
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Chefona da Netflix descarta novelas tradicionais na plataforma

Elisabetta Zenatti fala em obras fechadas e mistura de gêneros, conceito similar ao da HBO Max

Série Só se For Por amor, Netflix
'Só se For Por Amor' é citada como exemplo de série que já flerta com a linguagem de novela. Elenco traz Lucy Alves, Filipe Bragança, Agnes Nunes, Adriano Ferreira, Giordano Castro, Micael, Ana Mametto, Gustavo Vaz, Laila Garin e Luiza Fittipaldi - VANS BUMBEERS/NETFLIX
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Questionada sobre a entrada da Netflix na produção de novelas, a chefona da Netflix no Brasil, Elisabetta Zenatti, avisa que duas das séries em realização para 2022, "Olhar Indiscreto" (com Débora Nascimento) e "Só se for por Amor" (com Lucy Alves e Laila Garin), "já flertam" com a linguagem da telenovela.

Segundo ela, a plataforma vem estudando várias possibilidades de projetos para investir no gênero do melodrama, mas "com certeza", os folhetins não terão o formato clássico da TV aberta, a começar pelo fato de serem obras fechadas.

"Vai ser um blend de formatos", avisou a diretora durante o evento Mais Brasil na Tela, promovido pela plataforma na manhã desta terça-feira (23). Embora Zenatti não tenha falado em "telessérie", termo recentemente mencionado pela HBO Max, a proposta parece ser a mesma: o melodrama como linguagem, mas o ritmo seriado como formato e tamanho.

Apresentada como "a primeira novela feita originalmente para o streaming", a 2ª temporada de "Verdades Secretas", no GloboPlay, era tratada a princípio como uma série. Ao notar o interesse da concorrência em investir no melodrama, a Globo não perdeu a oportunidade de rebatizar o produto como uma novela para o consumo em OTT (Over The Top), atração vista sob demanda.

Zenatti tampouco mencionou se a ideia da Netflix seria lançar essas obras em doses homeopáticas, como vem acontecendo com "Verdades 2". Tudo ainda está em estudo.

No evento, a Netflix confirmou ainda a 3ª temporada de "Sintonia", série brasileira conduzida pelo olhar da periferia, normalmente preterida pelas câmeras, que encontra boa resposta entre os clientes da plataforma.

Zapping - Cristina Padiglione

Cristina Padiglione, 50, é jornalista e escreve sobre assuntos relacionados à televisão. Ela cobre a área desde 1991, quando a TV paga ainda engatinhava. Ela passou pelas Redações dos jornais Folha da Tarde (1992-1995), Folha (1997-1999) e O Estado de S. Paulo (2000-2016), entre outras publicações. Ela também tem o blog Telepadi (telepadi.folha.com.br), hospedado no site da Folha.

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