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Televisão

Pela 1ª vez em 21 anos, Globo não terá mulher como autora de novelas em 2024

Emissora só terá tramas assinadas por homens nas três principais faixas horárias

Da esq., os autores Bruno Luperi, João Emanuel Carneiro, Mauro Wilson, Daniel Ortiz e Mario Teixeira - Globo
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Aracaju

A Globo não terá autoras titulares em nenhuma de suas três principais faixas de novelas em 2024. A última vez que a emissora teve apenas homens assinando as tramas inéditas em exibição havia sido em 2003.

Naquele ano, a Globo lançou "Mulheres Apaixonadas", de Manoel Carlos (atualmente em exibição no Vale a Pena Ver de Novo), "Agora É que São Elas", de Ricardo Linhares, "Kubanacan", de Carlos Lombardi, "Chocolate com Pimenta", de Walcyr Carrasco, e "Celebridade", de Gilberto Braga (1945-2021).

Por enquanto, a Globo tem a previsão de lançar cinco novelas no ano que vem. No principal horário da televisão, na faixa das nove, a emissora tem duas tramas previstas para depois do encerramento de "Terra e Paixão": o remake de "Renascer", que já está em produção e é assinado por Bruno Luperi, e, na sequência, "Mania de Você", de João Emanuel Carneiro.

Na faixa das sete, após "Fuzuê", está prevista para fevereiro de 2024 "A Vovó Sumiu", trama de Daniel Ortiz, que já fez "Haja Coração" (2016) e "Salve-se Quem Puder" (2020). Em seguida, entra no horário a novela "Conta Comigo", de Mauro Wilson, em sua segunda chance na faixa após o fracasso de "Quanto Mais Vida, Melhor!" (2021).

Já na faixa das seis, logo após "Elas por Elas", em março, virá "No Rancho Fundo", escrita por Mário Teixeira, o mesmo criador de "Mar do Sertão" (2022). A produção fica no ar até novembro de 2024.

A sucessora de "No Rancho Fundo" ainda não está definida. A intenção da Globo é que o nome saia de uma oficina de roteiros que é realizada atualmente com nomes novatos, entre os quais há algumas autoras.

Até o momento, no entanto, a única trama assinada por uma mulher que chegou a ser cogitada para 2024 era "O País de Alice", de Lícia Manzo, que estava na fila das 18h. No entanto, Amauri Soares, diretor da TV e Estúdios Globo, cancelou o projeto.

Na Globo, o argumento para justificar o domínio masculino é que tudo não passa de uma coincidência.

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