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Em 'Éramos Seis', Alfredo doa sangue para salvar Júlio, mas pai morre e provoca virada na trama

Personagem de Nicolas Prattes vai tentar mudar comportamento e pedir emprego para Afonso

Velório de Júlio (Antonio Calloni). Lola (Gloria Pires) desolada, próxima ao caixão. Paulo Belote/Globo

São Paulo

Quando finalmente Júlio (Antonio Calloni) consegue o dinheiro com a tia Emília (Susana Vieira) para entrar em uma sociedade com Assad (Werner Schünemann) e, desta forma, melhorar de vida, ele vai passar muito mal e será internado em estado grave em "Éramos Seis", novela das seis da Globo.  

O filho problema Alfredo (Nicolas Prattes) será o único que terá o sangue compatível com o pai e poderá ajudá-lo em uma transfusão. Mas os esforços não vão adiantar. Júlio vai morrer no capítulo programado para ir ao ar na próxima segunda (2). A partir daí, a trama vai passar por uma reviravolta com Lola (Gloria Pires) e os quatro filhos tendo de se virar para seguir a vida sem o patriarca. 

"O Júlio era o único provedor da casa. Tanto que esse era seu principal medo, e parte de sua doença vinha desse peso que ele carregava. Os principais desafios [da família] serão a respeito dessa sobrevivência, da luta diária para manter a casa, manter todos alimentados, manter-se no dia a dia", diz Gloria Pires, intérprete da protagonista. 

Alfredo, que tinha uma relação muito conturbada com o pai, será um dos mais afetados pela morte. Segundo o ator Nicolas Prattes, o jovem vai se sentir muito culpado por não conseguir ajudá-lo e tentará mudar de comportamento .

"Ele vai ficar com uma amargura eterna de não ter sido o filho que o pai queria que ele fosse, e de ter acabado do jeito que acabou. Ele acha que nem o sangue dele serve para salvar o pai. Ele não se sente digno daquela família. Então, ele começa a entrar numas de que realmente é o filho errado e leva essa amargura para o resto da vida", afirma o ator. 

Prattes conta que Alfredo vai procurar um emprego, já que a família ainda precisa quitar a dívida da compra do casarão, localizado na avenida Angélica, em São Paulo. "Ele vai falar para a mãe que vai tomar jeito e pede ajuda para o Afonso (Cássio Gabus Mendes) com alguma indicação de emprego", afirmou o ator. Inicialmente, Alfredo vai trabalhar como mecânico. "Ele vai tentar [ser mais responsável], agora se ele vai conseguir são outros quinhentos", contou o ator. 

Os outros três filhos também vão ter de colaborar com as despesas da família. Julinho (André Luiz Frambach) será o primeiro deles. Lola vai pedir para Assad que ele assuma o lugar de Júlio na loja de tecidos. 

De olho no desejo da enteada Soraia (Rayssa Bratillieri), que é apaixonada pelo jovem, Karine (Mayana Neiva) vai interceder junto ao marido e conseguir que Julinho trabalhe como vendedor no estabelecimento.

Segundo Gloria Pires, o apoio dos amigos Afonso, Genu (Kelzy Ecard) e Virgulino (Kiko Mascarenhas) também será fundamental. "A Angela [Angela Chaves, autora] sempre fala que é ‘Éramos Seis’ é uma história sobre afeto e solidariedade. Sobre olhar para o outro, ter empatia, ajudar como pode. E tudo o que acontece logo após a morte do Júlio é sobre isso", afirma a atriz. 

EMOÇÃO NO LEITO DE MORTE

Antonio Calloni, intérprete de Júlio, conta que o público pode esperar cenas emocionantes da despedida do seu personagem na novela. No capítulo de segunda-feira (2), Alfredo e o pai chegam a comemorar que a transfusão de sangue deu certo, deixando as diferenças de lado.

Pouco tempo depois, porém, Júlio morre diante de Lola e dos filhos. Em entrevista ao F5, Calloni afirma que dar vida ao patriarca da família Lemos foi "uma das melhores experiências" que ele já teve na TV. 

"O Júlio não é vilão nem mocinho. Ele é um ser humano completamente contraditório. Ele é um homem extremamente amoroso, trabalhador, bom, que ama a família, mas que se comporta de uma maneira completamente errada. Esse que é o grande fascínio do personagem ", completa. 

Nos últimos capítulos de Júlio, Calloni disse que o público vai ver o profundo amor que o pai sente por Alfredo e vice-versa, apesar de toda a adversidade e das brigas que eles tiveram um com o outro. "Essa contradição torna a relação dos dois mais interessante ainda."

Para o ator, "Éramos Seis" consegue sair da divisão maniqueísta entre bem e mal, e propor uma dramaturgia que mostra as muitas nuances dos personagens e histórias.

"Infelizmente, o mundo todo está sofrendo uma epidemia de covardia e burrice, que impede que as pessoas vejam as coisas na sua amplitude, com todas as nuances. Mas, felizmente, ainda existem muitas pessoas que conseguem ver isso, o que me deixa muito feliz, porque significa que nós ainda temos salvação. E a novela caminha com esse olhar", afirma. 

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