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Milton Nascimento ganha homenagem com Gal, Criolo e Anavitória: 'Não sei como não desmaiei'

Músico de 76 anos ganhou edição especial do Altas Horas, da Globo

Milton Nascimento, aos 76 anos, sendo homenageado no programa Altas Horas, da TV Globo
Milton Nascimento, aos 76 anos, sendo homenageado no programa Altas Horas, da TV Globo - Globo/Marcos Rosa
João Victor Marques
São Paulo

O cantor Milton Nascimento, 76, é, sem dúvida, um dos cantores brasileiros mais conhecidos nacional e internacionalmente. Com o show "Clube da Esquina" na estrada a partir deste este mês, o apresentador e fã, Serginho Groismann, 68, aproveitou este novo espetáculo para homenagear o amigo.

Todo o programa deste sábado (23) será uma homenagem ao amigo. Em uma edição especial, o “Altas Horas”, exibido pela Globo todos os finais de semana, juntou 10 cantores brasileiros e prestará homenagem a vida e obra de Milton Nascimento.

Em um dos poucos momentos em que falou durante a homenagem, Nascimento, também chamado de Bituca e que vestia uma camisa florida de manga longa, calça jeans, óculos de sol e boina, contou que é um prazer ter todo mundo com ele ali e ainda disse que quase passou mal. "É um prazer enorme ver todo mundo. Não sei como não passei mal aqui", disse o cantor.

"Conheço o Milton desde que ele começou. Digo isso como fã mesmo. Tive a sorte de tê-lo comigo e hoje teremos uma homenagem para ele", afirmou Serginho, antes da gravação do programa, que aconteceu na última terça-feira (19), em São Paulo.

Entre os convidados para cantar as músicas de Bituca, nomes que já fizeram história na música brasileira, como Gal Costa, 73, Ney Matogrosso, 77, e a dupla Chitãozinho e Xororó, com 64 e 61, respectivamente. Já entre os mais novos estavam Maria Gadú, 32, Anavitória, com 24 e 23 anos, e Criolo, 43.

"Uma reunião de amigos, né? É demais estar aqui com eles", comentou o apresentador, antes da gravação. Com uma discografia tão vasta, os convidados puderam fazer suas versões de músicas marcantes da carreira do cantor ao longo dos quatro blocos de programa.

Serginho contou que muitos convidados escolheram as canções que interpretaria, mas que Milton também pediu faixas em vozes específicas.

"Cada um escolheu sua canção. A gente deu a oportunidade para que eles escolhessem a música que queriam cantar. Caso batesse dois artistas com a mesma música, a gente pedia outras opções. O Milton também pediu para que certas músicas fossem na voz de certas pessoas", completou o apresentador.

 Em um programa diferente, sem os quadros já conhecidos do Altas Horas, 12 clássicos de Milton foram interpretadas, como "Antes de Você Passar", por Céu, e "Girassol", na voz do duo Anavitória.

Além da parte musical, que elevou o cantor e sua obra ao lugar que sempre esteve, Serginho embalou seus convidados em papos para que eles comentassem sobre suas experiências com as canções de Bituca e a vida musical.

"Serão 12 músicas cantadas, mas a ideia também é conversar com os cantores, lembrar momentos, coisas que cada um viveu com o Milton. O que não teremos são os quadros de sempre... É um programa diferente", contou o apresentador, que adiantou que outras homenagens acontecerão no programa este ano, como a de Milton e a de Djavan, 70.

REAÇÕES E EMOÇÕES

Gal Costa, por exemplo, antes de cantar "Paulo e Bebeto" ao lado de Milton Nascimento, brincou que ele, agora, gosta dela por Elis Regina não estar mais viva. "Ele gostava mais de Elis Regina, mas agra que ela foi embora, ele gosta de mim", brincou a cantora, que deu diversos selinhos no cantor, durante o programa.

Criolo, por sua vez, não segurou a emoção ao falar de Bituca e a influência que este teve em sua vida musical. "É difícil tentar explicar o que é Milton Nascimento. Ele tem gosto e cheiro de Sol. Ele é o centro da música brasileira. Tem a energia deste ser astronômico. Não para descrever", finalizou.

Lô Borges contou que, aos 18 anos, foi convidado por Milton Nascimento para participar do Clube da Esquina 1 e 2, movimento musical marcante nas décadas de 70 e 80. O compositor contou que eles se juntaram em um acampamento em Minas Gerais e compuseram toda essa obra.

"Bituca se trancava logo cedo e escrevia duas, três músicas. Era algo muito natural. A gente tratava de assuntos polêmicos para a época sem nem saber, como ditadura", explicou o cantor mineiro.

Padre Fábio de Melo, que abriu o programa cantando sozinho a canção "Amigo", do cantor, foi categórico: "Milton Nascimento é uma epifania".

Com uma recente turnê nacional chamada "Semente da Terra", que terminou no final do ano passado, Bituca, apresenta, a partir deste mês, o show "Clube da Esquina", cantando os sucessos do importante movimento musical dos anos 70 e 80, pelo Brasil e pelo mundo, com datas já fechadas na Europa.

 
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