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'Porto dos Milagres' volta ao ar no Viva com história de pescador que luta contra injustiças

Novela de Aguinaldo Silva é reprisada a partir desta segunda

A atriz Flávia Alessandra como a protagonista Lívia,  de "Porto dos Milagres"
A atriz Flávia Alessandra como a protagonista Lívia, de "Porto dos Milagres" - Eliane Heeren/Rede Globo

Karina Matias
São Paulo

A realidade nua e crua representada por Raquel (Regina Duarte), Maria de Fátima (Gloria Pires) e Odete Roitman (Beatriz Segall -1926-2018), de “Vale Tudo”, sai de cena para dar espaço ao realismo fantástico de Jorge Amado (1912-2001).

A novela “Porto dos Milagres”, inspirada em duas obras do escritor baiano –"Mar Morto" e  "A Descoberta da América Pelos Turcos"–, volta ao ar nesta segunda (11), no canal Viva, às 15h30, com reprise à 0h.

A trama de 2001, escrita por Aguinaldo Silva (também um dos autores de “Vale Tudo”, sua antecessora) e Ricardo Linhares, é ambientada na fictícia cidade de Porto dos Milagres, situada na região do Recôncavo Baiano. Por lá, o pescador Guma (Marcos Palmeira) é o representante do povo contra o poder inescrupuloso exercido por Félix (Antonio Fagundes) e sua ambiciosa mulher, Adma (Cassia Kiss).

A mocinha Lívia Proença, uma jovem especialista em internet e criada no Rio de Janeiro, é interpretada por Flávia Alessandra, em seu primeiro papel como protagonista. "Uma das fortes lembranças que tenho deste trabalho é a história tão cheia de poesia e de realismo fantástico”, recorda ela, que está no ar em outra novela de Aguinaldo Silva, “O Sétimo Guardião” (Globo).

Na trama, ela tinha uma forte rival, Esmeralda (Camila Pitanga), mulher sedutora e capaz de tudo para conquistar Guma.  Flávia conta também que fazer a novela foi um grande desafio pessoal, porque ela tinha acabado de ter a sua primeira filha, Giulia.

"Ela tinha só dois meses e as primeiras gravações foram na ilha de Comandatuba [na Bahia]. Foi uma loucura, ela foi comigo, eu ainda amamentava, mas não tinha como deixar essa oportunidade passar”, revela a atriz.

Um dos grandes destaques do folhetim foi Rosa Palmeirão, personagem de Luiza Tomé, que, depois de ficar 20 anos presa por matar o estuprador da irmã, abre um bordel na cidade. Ela acaba se apaixonado pelo vilão Félix.  

Outro destaque é a volta do deputado corrupto Pitágoras (Ary Fontoura), que tinha feito grande sucesso em outra trama de Silva, “A Indomada” (1997). Curiosamente, essa novela também é reprisada pelo Viva, no horário das 13h30 e 23h. 

“Porto dos Milagres” marcou, ainda, a estreia de Vladimir Brichta na Globo, como o jovem e atraente garçom Ezequiel. A novela também tem um forte componente religioso. Iemanjá é a padroeira da cidade e, de forma fantástica, acaba mudando os rumos dos personagens.

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