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Flávia Alessandra diz ter se inspirado em Sophia Loren para viver Rita de Cássia em 'Sétimo Guardião'

Atriz fala de fantasia sexual e sobre debate do empoderamento sexual

Rita de Cássia (Flávia Alessandra) confronta o marido Joubert Machado (Milhem Cortaz)
Rita de Cássia (Flávia Alessandra) confronta o marido Joubert Machado (Milhem Cortaz) - TV Globo

São Paulo

Casada com o delegado Joubert Machado (Milhem Cortaz), que adora usar calcinhas, Rita de Cássia (Flávia Alessandra) é a aposta do autor Aguinaldo Silva para debater o empoderamento sexual feminino em "O Sétimo Guardião", novela das 21h da Globo.

Na trama, que reagiu no Kantar Ibope e chegou a bater os 32 pontos de audiência na Grande SP (cada ponto representa cerca de 201 mil pessoas), Flávia mais uma vez encarna um mulherão. Na história, Rita realiza as vontade do marido, louco por lingeries, mas encontra resistência quando decide colocar em prática as suas próprias fantasias.

“Aí inicia a guerra entre eles e começamos a colocar na balança quem está certo e quem está errado e o que pode ou não ser feito”, afirma a atriz. No capítulo desta segunda (3), Rita vai revelar que quer fazer parte de um documentário sobre Serro Azul, e ainda, aparecer nua na cachoeira. Contudo, Machado dirá que não aprova a ideia, e irritada com o autoritarismo, Rita vai rasgar todas as lingeries dele.

Flávia defende que, em uma relação, não há regras, desde que haja consenso entre os envolvidos. “O papel da novela não é fazer torcida a favor ou contra, e, sim, mostrar que existe aquilo e tentar abrir a cabeça das pessoas”, afirma.

Para se inspirar na construção de Rita de Cássia, a atriz conta ter visto muitos filmes italianos, em especial os de Sophia Loren, que ela considera ser um mulherão sexy em qualquer circunstância.  E conta ainda uma divergência com o autor da novela. Na sinopse, diz, Aguinaldo aponta que o desejo de Rita de virar estrela do cinema mundial beira o patético. "Acho fofo e viável. Ela é devota em Rita de Cássia, a santa das causas impossíveis." 

A atriz, que completa 30 anos de carreira, contou também sobre seus planos para o futuro. "Sonho em fazer uma vilã das 21h, bem barra pesada, tocando em assuntos que nos não podemos tocar em uma novela da faixa das 18h", diz, em referência à sua primeira vilã, a Cristina de "Alma Gêmea" (2005-2006), exibida na faixa das seis da Globo. 

Flávia Alessandra vê na trama de "O Sétimo Guardião" uma chance de "poder sonhar, tirar o pé do chão” num momento em que “está tudo tão difícil, tão árduo”. A atriz lembra como exemplo outra novela de Aguinaldo Silva, a “Indomada” (1997, Globo).

Na fictícia Greenville, o personagem misterioso do Cadeirudo atacava as mulheres nas noites de lua cheia. "Era um protesto, uma metáfora de como a sociedade ia contra a mulher forte, mais independente, que sai sozinha à noite."

Já em "Duas Caras" (2007-2008, Globo), Flávia recorda da repercussão da personagem Alzira no qual ela se passava por enfermeira, mas dançava pole dance com roupas mínimas em uma boate. "Alzira foi esse furacão, que sofreu censura e a gente teve que recuar." 

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