Tony Goes

Em São Paulo, ator de 'Game of Thrones' vai ao Beco do Batman e diverte o público da CCXP

Dean-Charles Chapman, o Tommen Baratheon de "Game of Thrones", na Comic-Con
Dean-Charles Chapman, o Tommen Baratheon de "Game of Thrones", na Comic-Con - Daniel Deak-07.dez.2017/Galpão de Imagens


O stand da HBO é um dos mais concorridos da Comic-Con  Experience, que vai até domingo (10) em São Paulo. Os visitantes ficam um bom tempo na fila para conseguir tirar selfies sentados em uma réplica do Trono do Ferro, o objeto máximo do desejo na série "Game of Thrones".

Alguns talvez nem saibam que, na tarde desta quinta (7), em uma sala ali ao lado, estava um dos ocupantes do Trono de Ferro no programa: o ator britânico Dean-Charles Chapman, terceiro e último intérprete do rei Tommen Baratheon.

Os fãs de "GoT" viram Chapman crescer diante das câmeras. Ele encarnou Tommen pela primeira vez quando tinha 15 anos, e o personagem ainda menos. Parecia uma criança na tela, apavorada e com a responsabilidade de se tornar o monarca dos Sete Reinos de Westeros.

O rapaz que recebe o "F5" para uma entrevista exclusiva já tem 20 anos e é muito mais alto que o reizinho assustado. E bem mais simpático, também: ele conta que chegou a São Paulo no dia anterior e que, à noite, foi se divertir no Beco do Batman, reduto boêmio no bairro de Vila Madalena.

Perguntado como foi morrer duas vezes em "Game of  Thrones", Chapman ri. "Nem eu me lembro da primeira", diz ele, que fez dois personagens diferentes na série. O primeiro foi o jovem escudeiro Martyn  Lannister, que aparece em apenas dois episódios da terceira temporada. Ele e seu irmão Willem eram capturados e mortos por Rickard Karstark, como um presente macabro para Robb Stark, inimigo dos Lannister.

Um ano depois, Chapman voltou ao programa, e desta vez com destaque: o reizinho Tommen Baratheon, que herda do irmão Joffrey não só o cobiçado Trono de Ferro como também a noiva, Margery Tyrrell (Natalie Dormer, que esteve na CCXP em 2016).

Ele foi o terceiro ator escalado para o papel, uma prática recorrente em “GoT”. Personagens secundários como Myrcella (irmã de Tommen) ou o guerreiro Gregor Clegane, a “Montanha”, também foram encarnados por mais de um intérprete, sem que boa parte do público se desse conta das trocas.

Como todo fã da saga sabe, Tommen se suicidou no final da sexta temporada, desesperado com a morte de sua amada Margery. A cena foi gravada há cerca de dois anos, mas seu impacto foi tão grande que Chapman desfruta até hoje deste sucesso.

"Foi o maior personagem da minha vida", admite ele --e isto apesar de ter passado sete anos no elenco do musical "Billy Elliott", onde começou fazendo uma ponta e foi sendo promovido até chegar a protagonista.

Pós-"GoT", sua agenda está lotada. Chapman acabou de rodar participações na série "Will", sobre a vida de Shakespeare, e no filme de ação "The Commuter", estrelado por Liam Neeson. Também aparece no longa “Uma Razão para Viver”, em cartaz nos cinemas brasileiros.

Logo após conversar com o "F5", Dean-Charles Chapman encantou a plateia que lotou o maior auditório da CCXP​. Contou que sua única "mágoa" de "Game of Thrones" foi "não ter matado ninguém". Mas outras oportunidades virão: sua carreira está apenas começando.

Tony Goes

Tony Goes tem 56 anos. Nasceu no Rio de Janeiro, mas vive em São Paulo desde pequeno. Já escreveu para várias séries de humor e programas de variedades, além de alguns longas-metragens. E atualiza diariamente o blog que leva seu nome: tonygoes.blogspot.com

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