Aviso
Este conteúdo é para maiores de 18 anos. Se tem menos de 18 anos, é inapropriado para você. Clique aqui para continuar.

BBB24

BBB 24: 'A sociedade não está preparada para a amizade entre homem e mulher', diz psicóloga

Relações de companheirismo que se desenvolveram na casa durante a atual edição frustraram 'caprichetes', como são conhecidas as pessoas que amam ver casais no reality show da Globo

Davi e Isabelle se abraçam durante festa do top 8, na madrugada desta quinta-feira (4)
Davi e Isabelle se abraçam durante festa do top 8 - Reprodução/Globoplay
  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

São Paulo

Se em edições anteriores o público "shippou" casais, no BBB 24 (Globo) quem torcia por umas beijocas entre seus favoritos pode ter ficado a ver navios. Isso porque, apesar de dois pares românticos terem começado no confinamento (os formados por MC Bin Laden e Giovanna e Matteus e Deniziane), ambos sofreram com idas e vindas, e tiveram um fim breve.

Com muitos participantes comprometidos, as relações entre homens e mulheres na casa parecem ter pendido mais para a amizade, o que acabou gerando muitos comentários do lado de fora. As caprichetes —como são conhecidas as pessoas que amam ver casais no reality— bem que tentaram ver algo a mais no carinho de Davi por Isabelle, e as redes sociais pegaram fogo com comentários sobre Lucas ter supostamente traído a mulher com Pitel, mas o fato é que nenhum desses romances saiu do papel.

Mesmo que às vezes fiquem estremecidas, as principais duplas formadas no programa entregaram um companheirismo que parece transcender o pouco tempo em que o laço foi formado. Não por acaso. Especialistas entrevistadas pelo F5 apontam que o programa estimula esses relacionamentos por meio do ambiente, da falta de espaço para privacidade e até das músicas tocadas durante as festas.

Para a neuropsicóloga Thais Helena, os confinados se reúnem no reality com um objetivo. "Por não terem o afeto da família, que é o que eles conhecem desde sempre, começam a montar grupos. E assim surgem as relações afetivas em menos de 100 dias", apontou.

Dessa forma, as emoções afloradas influenciam as conexões entre os brothers. "Principalmente a paixão, entendida como fantasia. Esse sentimento nos faz ver características que queremos em outra pessoa", explicou a psicóloga Noemi Machado.

Thais também afirma que o ambiente é responsável por exercer até 80% de influência nas conexões humanas. Mas fatores como idade, cultura, valores pessoais, gênero e raça são capazes de influenciar na forma como nos relacionamos.

As duas especialistas avaliaram seis duplas da edição a pedido do F5. Veja o que elas disseram abaixo sobre cada uma. Vale lembrar, os comentários não têm valor clínico.

DAVI E ISABELLE

"A sociedade não está preparada para a amizade entre homens e mulheres", afirmou Noemi. Segundo ela, os abraços, deitar na mesma cama e beijos na bochecha entre a dupla, são frutos do confinamento e, mesmo assim, "há limites estabelecidos pelos dois", disse.

"É a relação mais prática e genuína da casa. São como irmãos mais velhos", apontou Thais. Ela também observa que há uma identificação entre Davi e Isabelle, que vieram do puxadinho pela escolha do público.

ISABELLE E MATTEUS

Thais percebe uma atração física entre a amazonense e o gaúcho. "Entra na questão do desejo, do tesão. Não é algo prático e racional como o contato de Isabelle com Davi", avaliou.

A dupla, que já trocou votos nas primeiras semanas, se aproximou no último terço do programa. Para, Noemi não há uma relação definida entre Isabelle e Matteus. "Não sei se há uma troca justa ali. Está mais para uma convenção dos amigos deles", apontou.

Isabelle canta 'Solteiro Forçado', de Ana Castela, ao lado de Beatriz na festa do BBB 24, deste domingo (10)
Isabelle canta 'Solteiro Forçado', de Ana Castela, ao lado de Beatriz na festa do BBB 24 - Reprodução/Globoplay

LUCAS E PITEL

Camila Moura, esposa do professor carioca Lucas Henrique, mais conhecido como Buda, já afirmou que o casamento dos dois chegou ao fim depois de vê-lo interagindo com a assistente social Pitel.

As duas psicólogas observam que Lucas tentou algo, mas Pitel não deu seguimento a essa possibilidade dentro do reality. "Se essa ação não fazia parte do acordo monogâmico dele com Camila, com certeza eles precisam conversar", aconselhou Noemi.

"Vi uma vulnerabilidade no Lucas. Talvez Pitel representasse algo que faltava para ele, uma mistura de apego e, talvez, tesão", sugeriu Thais.

Lucas acaricia Pitel
Lucas acaricia Pitel - Reprodução/Globoplay

PITEL E FERNANDA

Por outro lado, houve quem torcesse para que as amigas Pitel e Fernanda formassem um casal. A dupla ganhou até um apelido, "Pitanda".

Thais observa o elo entre as duas sisters como uma amizade genuína que surgiu a partir das vulnerabilidades delas no confinamento. Para ela, os toques físicos entre a dupla fizeram parte da relação estabelecida.

"Daqui de fora, a moral e nossas experiências tentam encaixar elas nesse romantismo. Nos falta uma visão ampla da situação", disse.

Noemi analisou outra complexidade na conexão entre as duas. "Pitel foi se anulando. Ela fez um movimento para se encaixar", contou a psicóloga. De acordo com a especialista, algo que demonstra sua percepção foram as vezes que a alagoana evitou corrigir a amiga durante falas consideradas capacitistas e racistas.

Pitel disse que não queria o papel de professora de ninguém na entrevista após a eliminação. A psicóloga também defende que exigir que negros corrijam falas problemáticas sobre sua raça é injusto, mas aponta que a ex-sister era a melhor pessoa para dar pistas para a aliada.

Fernanda e Pitel enquanto estavam no BBB 24 - 20.fev.2024/Globoplay

OS CASAIS

As relações entre Giovanna, 27, e MC Bin Laden, 30, assim como Deniziane, 29, e Matteus foram parecidas dentro do BBB. Os dois casais flertaram, beijaram, foram para debaixo do edredom, terminaram e combinaram de conversar sobre a conexão fora do reality.

Noemi e Thais avaliaram que esses foram encontros casuais. "O Big Brother é um experimento social e eles vivenciaram uma relação ali dentro. Sabe quando você sai com uma pessoa, depois no outro dia toma um café da manhã e a vida segue? Então, foi isso e está tudo bem", descreveu Thais Helena.

Segundo Noemi, é aconselhável que todos participantes busquem acompanhamento profissional depois do BBB, para assimilar a experiência e os contatos estabelecidos dentro da casa. "É importante a terapia, de qualquer forma, de qualquer abordagem. Percebo que as pessoas entraram no BBB com expectativas que nem sempre são alcançadas", afirmou.

MC Bin Laden e Giovanna trocam selinhos em madrugada de festa
MC Bin Laden e Giovanna trocam selinhos em madrugada de festa - Reprodução/Globoplay
Final do conteúdo
  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem

Mais lidas