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Participantes do BBB 22 reunidos na sala Fabio Rocha/Globo

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São Paulo

O Big Brother Brasil 22 (Globo) chega ao fim nesta terça-feira (26) com desfecho inédito. Isso porque nunca houve uma final só de homens, assim como nunca houve uma final apenas com membros do Camarote. Mas a temporada também se destaca por brecar a escalada de audiência das edições de 2020 e 2021, apesar de manter números expressivos.

A temporada que dará R$ 1,5 milhão a Arthur Aguiar, Douglas Silva ou Paulo André, teve, desde a estreia, em 17 de janeiro, até 21 de abril, média de 22 pontos de audiência no PNT (Painel Nacional de Televisão), onde cada ponto equivale a 258 mil domicílios nas 15 maiores regiões metropolitanas do país.

O número é menor do que os 24 pontos de média do BBB 20 e os 27 pontos de média que o programa deu à emissora em 2021. Ainda assim, o BBB 22 foi o programa mais visto na Globo e na televisão brasileira neste ano, segundo a emissora, contabilizando mais de 155 milhões de espectadores.

No ano passado, em que Juliette, Camilla de Lucas e Fiuk chegaram à final, o reality teve em média 51% de participação. Isso significa que mais da metade das televisões ligadas no horário da atração sintonizava as peripécias dos participantes. Um pouco menor, a média de participação em 2022 foi de 49%.

O pico de audiência da temporada atual aconteceu no no dia 8 de março, durante o programa em que a influenciadora Jade Picon foi eliminada no Paredão disputado com Jessilane e Arthur Aguiar. Foram 29 pontos de audiência na Grande SP , sendo que cada ponto equivale a 74 mil domicílios) e 34 pontos no RJ (cada ponto corresponde 47 mil domicílios)

Nada comparado, porém, à eliminação de Karol Conká em 2021, participante que saiu da casa com 99,17% dos votos, a maior rejeição da história do Big Brother Brasil. Na saída da cantora, a audiência em São Paulo foi de 38 pontos (cada ponto equivalia a cerca de 76 mil domicílios).

Além disso, a participação foi de 62%, número que não era alcançado desde o BBB 10. No Rio de Janeiro, os números também impressionaram: foram registrados 40 pontos (onde cada ponto correspondia a cerca de 50 mil domicílios) com 64% de participação.

Não que a eliminação de Jade tenha passado em vão. Segundo dados divulgados pela Globo, o Paredão foi o segundo maior na história do programa, computando 698.199.078 votos absolutos e 3,5 milhões de votos por minuto. Só perde para a berlinda entre Manu Gavassi, Felipe Prior e Mari Gonzalez no BBB 20, que rendeu ao programa mais de 1,5 bilhão de votos e 3,6 milhões de votos por minuto.

Parte da audiência da televisão pode ter migrado para o streaming, já que, até o dia 19 de abril, o Globoplay registrou um crescimento de 61% de contas logadas quando comparado com o mesmo período na edição passada, segundo a emissora.

No Twitter, os números também são expressivos, apesar de mais modestos do que os da edição anterior. Desde a estreia, foram gerados mais de 123, 4 milhões de tuítes sobre BBB 22. Em 2021, o número rondava os 172 milhões perto da final.

Neste ano, diz a Globo, o novo apresentador do reality, Tadeu Schmidt, foi um dos destaques na plataforma. Seu nome figurou por 184 horas nos tópicos mais comentados no Brasil e 143 horas nos tópicos mais comentados do mundo.

Entretanto, diante dos resultados estrondosos das últimas edições, o volume de tuítes e o destaque de Schmidt não impediram que internautas ligassem o termo BBB 22 à palavra "flopar", gíria para fracassar. Foi o que comentaram, por exemplo, fãs do programa insatisfeitos com o Paredão falso de Arthur Aguiar. O jargão saiu até da boca de quem esteve na casa. Em uma festa fora do reality, o ex-participante Tiago Abravanel declarou que o BBB 22 "foi o mais flopado da história".



TRAJETÓRIA DOS FINALISTAS

Em 17 de abril, a eliminação de Jessi do BBB 22 confirmou que a edição teria um campeão homem. Isso não acontecia desde o BBB 15, quando Cézar levou a melhor. Também se igualarão o número de campeões homens e mulheres na história do programa.

Paulo André foi o primeiro a conquistar uma vaga na final, ao vencer uma prova de resistência que durou mais de 19 horas. Estrela do atletismo, ele entrou na casa como semifinalista nos 100 metros rasos nas Olimpíadas de Tóquio 2020 e medalha de prata nos jogos Pan-Americanos de 2019.

Tinha cerca de 100 mil seguidores no início do reality, número que saltou para os 7,6 milhões. No Google Trends, o pico de buscas por seu nome durante o reality aconteceu em 12 de fevereiro, data em que o atleta beijou Jade Picon.

A relação com a influenciadora marcou sua trajetória na casa. Os dois se aproximaram já nos primeiros dias de programa, mas Picon só deixou o beijo rolar quase um mês depois. A youtuber já disse que não deve continuar o romance fora da casa, mas P.A. deve levar do BBB 22 a amizade com o surfista Pedro Scooby, de quem se aproximou e já se declarou melhor amigo.

A forte torcida de Paulo André deverá enfrentar outra de peso, a de Arthur Aguiar. Carioca, famoso por atuar em Malhação (Globo) e na versão brasileira de Rebelde (Record), ele entrou não só atrasado na casa por causa de um diagnóstico de Covid-19, mas também com polêmicas na bagagem.

Em junho de 2020, a mulher de Aguiar, Maíra Cardi veio a público para dizer que vivia uma relação abusiva e tóxica com o ator. Aguiar admitiu traições, mas negou que fosse abusivo com a mulher. Apesar do término conturbado, eles anunciaram em outubro do ano passado que haviam reatado.

Foi Cardi quem rendeu ao ator o apelido de "pão" no BBB 21. Também ex-BBB e influenciadora fitness, ela reclamou nas redes sociais do excesso de carboidrato que o marido ingeria no reality. A queixa se transformou em piadas e memes nas redes sociais.

Arthur foi sete vezes emparedado e venceu o Paredão falso da edição. No confinamento do Quarto Secreto, ele assistiu a conversas dos colegas, o que estremeceu ainda mais a relação complicada que mantinha com os brothers do Quarto Grunge. Desde que entrou na casa, Arthur tentou se aproximar de Pedro Scooby, Gustavo, Douglas e Paulo André, mas com frequência dizia que jogava sozinho e entrava em embates com os aliados.

Outro ator carioca, Douglas Silva, é o terceiro a disputar o grande prêmio. Primeiro brasileiro a ser indicado ao Emmy, em 2005, ficou famoso com trabalhos na série "Cidade dos Homens" (Globo) e no filme "Cidade de Deus", de 2002.

No papel de DG, apelido que ganhou no BBB 22, ele protagonizou uma reviravolta no reality. Depois de ser coroado o primeiro Líder da edição, foi acusado de esconder seu jogo e chegou a receber 11 placas com adjetivos pejorativos dos colegas durante um Jogo da Discórdia. Quase saiu da casa no terceiro Paredão, disputado com Naiara Azevedo e Arthur.

Alertado por Gustavo, que trouxe informações externas pela Casa de Vidro, Douglas então passou a ser mais estratégico e chegou praticamente ileso à final. Marcou sua trajetória a rivalidade que tinha com a cantora Linn da Quebrada, primeira travesti a sobreviver a um Paredão e a ganhar uma liderança no programa.

Mas os 3,2 milhões de seguidores de Douglas no Instagram talvez indiquem que sua torcida sucumbirá contra as de Paulo André e Arthur, que têm 7,6 e 13,2 milhões de seguidores, respectivamente. Resta ao público decidir.

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