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Televisão

Marcelo de Carvalho critica greve de funcionários da RedeTV por reajuste salarial

Profissionais seguiam parados na manhã desta terça (31)

Grevistas na frente da RedeTV!
Grevistas na frente da RedeTV! - Divulgação
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São Paulo

Vice-presidente da RedeTV!, Marcelo de Carvalho criticou a greve de alguns funcionários da emissora iniciada à 0h desta terça (31) na entrada da emissora, em Osasco. A definição pela paralisação foi tomada em assembleia realizada na tarde de segunda (30).

Pelas redes sociais, o empresário reforçou que o canal não demitiu ninguém durante a pandemia e que, pelo contrário, teria contratado mais pessoal nesse período.

“Estreamos muitos programas e formatos novos. Todos os funcionários estão com seus salários absolutamente em dia, evidenciado pelo fato que isso nem o ‘sindicato’ conseguiu criticar”, publicou.

“Lamentável a herança de Getúlio Vargas, punhado de sindicalistas dizendo representar nossos milhares de funcionários declara estado de greve. Como todos sabem, emissoras demitiram até artistas ícones nacionais na pandemia. Ao contrário, a RedeTV não demitiu ninguém, contratou.”

A greve abrange trabalhadores da RedeTV! de diferentes áreas como câmeras, operadores de vídeo, produtores, editores de imagem, advogados, secretários, seguranças, entre outros.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiofusão e Televisão no Estado de São Paulo, a adesão na manhã desta terça-feira era de 30 a 40 pessoas.

Esses profissionais estão registrados como radialistas, embora muitos deles não ocupem essa função. Jornalistas não fazem parte da mobilização, já que são representados por outro sindicato.

Egberto Paschoa Balboni, dirigente na entidade, disse ao F5 que a emissora está há quatro anos sem aumentar o salário dos funcionários. Além disso, de acordo com ele, em muitos casos os pagamentos estão defasados.

Balboni afirma, por exemplo, que um operador de câmera ganha em média na RedeTV! R$ 2.200, abaixo do valor praticado em outras empresas.

Também há reclamações sobre atrasos em benefícios como vale-transporte e o não pagamento de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados). “O salário não atrasa, mas todo o resto, sim.”

Em conversa com o F5, o dirigente sindical diz que a emissora não se manifestou sobre as propostas apresentadas pelos funcionários. “É um descaso. Os donos do canal estão viajando. Vamos ficar aqui na porta dia e noite até abrirem negociações”, diz Balboni.

O F5 apurou que há carros do sindicato na porta, mas os sindicalistas não estão impedindo ninguém de entrar. A adesão é fraca. Ainda assim, funcionários que não aderiram à paralisação também estão entrando por outro estacionamento que não é o dos funcionários.

Os pedidos do sindicato são: reajuste salarial de 18,72% aplicado sobre o salário e demais cláusulas econômicas vigentes em maio de 2017; abono salarial retroativo equivalente a 353,89% de uma remuneração; e manutenção de todas as cláusulas sociais constantes da última Convenção Coletiva assinada.

Procurada para comentar o caso, a RedeTV soltou a seguinte nota. “A RedeTV! lamenta que o sindicato tenha realizado assembleia na qual não estava presente a maioria de seus milhares de colaboradores para decretar o estado de greve. Isso prejudica o trabalho dos demais colaboradores que não concordam ou apoiam tal movimento”, começa.

De acordo com o canal, “a argumentação apresentada pelo sindicato é totalmente desvinculada da realidade, sabendo que o setor de comunicação foi um dos mais gravemente afetados pela pandemia de Covid-19 e que a RedeTV!, ao contrário de outras empresas do meio que notoriamente praticaram grandes cortes de folha de pagamento durante o período, não o fez”.

O canal não entrou em detalhes com relação a eventuais transtornos para colocar a programação no ar pela falta de profissionais nem sobre uma possível abertura de negociações.

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