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Zapping - Cristina Padiglione

Netflix esclarece que ainda não tem garantia de pacote grátis

Empresa argumenta que avalia viabilidade publicitária para custear pacote mais em conta

Natalia Klein e Bruna Marquezine em cena da série 'Maldivas'
Natalia Klein e Bruna Marquezine em foto da série 'Maldivas', produção da O2 Filmes para a Netflix - Rachel Tanugi/Netflix
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A equipe de comunicação da Netflix desmentiu que a plataforma já tenha garantias sobre o lançamento de um pacote totalmente gratuito para o consumidor e custeado em 100% por publicidade.

A informação sobre gratuidade, gravada pela colunista, fora dada por Francisco Ramos, o Paco, vice-presidente de Conteúdo da Netflix na América Latina, na segunda-feira (13), presencialmente, diante da vice-presidente de Conteúdo para o Brasil, Elisabetta Zenatti.

A conversa ocorreu durante o evento de lançamento da nova série brasileira do serviço de streaming, "Maldivas".

Após a publicação da conversa, a empresa informou que os planos preveem uma assinatura mais em conta do que os R$ 25,90 cobrados hoje como pacote mais barato, mas não necessariamente gratuita.

A colunista ainda havia questionado Paco sobre um sistema híbrido como o do GloboPlay, que entrega parte de seu conteúdo de graça por um menu limitado, com inserções publicitárias, e outro maior, a quem paga para ver, quase sem publicidade. Paco insistiu que o plano era de um pacote "gratuito" com publicidade. "És gratuito", repetiu ele, sobre a nova opção de assinatura da Netflix.

"Nós teremos a mesma versão do catálogo com publicidade e sem publicidade", explicou.

Antes que Paco confirmasse o que segundo a assessoria de comunicação da Netflix ele entendeu equivocadamente por gratuidade, gerando um mal entendido, Zenatti disse: "Nós vamos lançar uma assinatura suportada por publicidade".

A alternativa de um pacote mais em conta visa a driblar a queda na venda de assinaturas da plataforma. Hoje, o menor custo de um streaming pago é o da Amazon Prime Video, que não chega a R$ 10.

Elisabetta Zenatti foi contratada para produzir as novelas da Netflix; ela assume o cargo em agosto
Elisabetta Zenatti é VP de conteúdo da Netflix no Brasil - Reprodução

Segundo Paco e Zenatti, a Netflix vem traçando um planejamento para encontrar alternativas sustentáveis e capazes de contemplar o consumidor brasileiro, o que vem acontecendo também em outros países de baixo poder aquisitivo. Em abril, a empresa anunciou ter perdido mais de 200 mil assinantes e previu a tendência de mais baixas ao longo do ano, em parte pelo enfrentamento de uma concorrência maior no segmento.

Atualmente, a Netflix oferece no Brasil três tipos de pacote, cujos preços variam de acordo com o número de aparelhos e usuários de uma mesma assinatura. A opção apoiada com publicidade seria a quarta e não anulará as demais, ou seja, quem não quiser ver comerciais por ali poderá continuar a pagar as mais pela mensalidade que lhe convém.

Nesta quarta-feira (15), a Netflix lança no Brasil a série "Maldivas", primeira produção com Bruna Marquezine, que traz no elenco a amiga Manu Gavassi e atrizes como Sheron Menezzes, Carol Castro e Vanessa Gerbelli, sob produção da O2 Filmes.

Hoje, o streaming mais visto do país é o YouTube, que oferece conteúdo sob demanda sob o custeio de filmes e anúncios publicitários. A Netflix vem em segundo lugar no ranking, sendo portanto a plataforma paga mais vista no país. Os dados são os primeiros insights da Kantar Ibope Media nas medições de audiência do segmento, iniciadas neste ano.

A empresa, no entanto, ainda não tem planos comerciais circulando pelo mercado publicitário. As primeiras sondagens devem ter início no segundo semestre.

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A Netflix esclarece que não tem ainda uma garantia sobre a viabilidade de um pacote gratuito para todo o seu catálogo, como foi afirmado originalmente na publicação original deste texto. Segundo a assessoria de comunicação da empresa, houve um "mal entendido" por parte do vice-presidente de conteúdo da plataforma na América Latina, Francisco Ramos, o Paco, quando ele assegurou que todo o catálogo poderá ser oferecido com gratuidade.

Zapping - Cristina Padiglione

Cristina Padiglione, 50, é jornalista e escreve sobre assuntos relacionados à televisão. Ela cobre a área desde 1991, quando a TV paga ainda engatinhava. Ela passou pelas Redações dos jornais Folha da Tarde (1992-1995), Folha (1997-1999) e O Estado de S. Paulo (2000-2016), entre outras publicações. Ela também tem o blog Telepadi (telepadi.folha.com.br), hospedado no site da Folha.

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