Aviso
Este conteúdo é para maiores de 18 anos. Se tem menos de 18 anos, é inapropriado para você. Clique aqui.

Zapping - Cristina Padiglione

YouTube e Netflix lideram consumo de vídeo sob demanda no Brasil

Kantar Ibope divulga os primeiros dados de pesquisa inédita sobre streaming: confira ranking

Bruna Mascarenhas, Christian Malheiros e Jottapê
Rita (Bruna Mascarenhas), Nando (Christian Malheiros) e Doni (Jottapê) na 3ª temporada de 'Sintonia', série da Netflix criada por KondZilla, titular do maior canal do YouTube - Helena Yoshioka/Divulgação
  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Os primeiros resultados da medição de audiência domiciliar em que a Kantar Ibope Media mensura o consumo de vídeos sob demanda foram apresentados nesta quarta (18) ao mercado publicitário. E apontam o primeiro ranking de escolhas do público na hora de assistir à TV sob demanda.

O YouTube aparece no topo da lista, sem que os dados acusem quais fatias caberiam ao segmento pago e ao gratuito do portal. Em seguida aparecem a Netflix, o Globoplay (que também engloba consumo pago e gratuito), a Amazon Prime Video, o Twitch e a Disney +, todos na ordem aqui descrita:

  1. YouTube
  2. Netflix
  3. GloboPlay
  4. Amazon Prime Video
  5. Twitch
  6. Disney

O instituto não informou qual o percentual de cada empresa nesse ranking, resultado de dados mensurados entre janeiro e março deste ano.

Os dados mostram que os esforços da Globo em competir com os gigantes que vêm desembarcando no Brasil há pelo menos uma década têm surtido efeito.

Embora a Kantar não traga ainda uma distinção sobre o que é consumido em cada plataforma, as informações sobre o perfil de público que acompanha cada serviço, algo agora apresentado pela nova medição, passam a ser um componente a mais no banco de dados que cada empresa já tem sobre os conteúdos mais vistos.

Isso é de grande valia para os serviços de streaming, não só para balizar os investimentos em novas produções, mas especialmente para alavancar a venda de publicidade para as plataformas abastecidas por propaganda, como a Netflix cogita fazer em curto prazo, com opções de mensalidades mais caras aos que quiserem consumir seu catálogo sem comerciais --exatamente como funciona no GloboPlay.

Do bolo total que o brasileiro consome em vídeos em casa, só 6% vêm de serviços de streaming pagos, ante 15% de plataformas sob demanda gratuitas, como YouTube, Facebook, Instagram, Tik Tok e o próprio GloboPlay com seus conteúdos abertos. O restante, 79%, ainda é da TV linear, ou a TV vista em tempo real, seja paga ou aberta.

O levantamento mostra ainda que de 2017 a 2021, o número de Smart TVs, ou de televisores conectados à internet, saltou de 27% para 57% dos domicílios, facilitando o zapping entre os canais tradicionais e as plataformas que oferecem vídeos de todos os tamanhos e assuntos.

Zapping - Cristina Padiglione

Cristina Padiglione, 50, é jornalista e escreve sobre assuntos relacionados à televisão. Ela cobre a área desde 1991, quando a TV paga ainda engatinhava. Ela passou pelas Redações dos jornais Folha da Tarde (1992-1995), Folha (1997-1999) e O Estado de S. Paulo (2000-2016), entre outras publicações. Ela também tem o blog Telepadi (telepadi.folha.com.br), hospedado no site da Folha.

Final do conteúdo
  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem