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Zapping - Cristina Padiglione

TV em tempo real ainda reina com folga no Brasil

Novo estudo da Kantar Ibope mostra os primeiros dados sobre medição de streaming

Abertura da série "Os Simpsons"
Abertura da série "Os Simpsons" - Divulgação
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A televisão vista em tempo real ainda domina com folga o hábito de se ver vídeos dentro de casa no Brasil, abocanhando 79% de todo o consumo domiciliar. Os serviços de streaming, no entanto, já ocupam 21% do tempo restante.

Essa é uma das conclusões do Inside Video 2022, novo estudo sobre o assunto apresentado ao mercado publicitário na manhã desta quarta-feira (18) por executivos da Kantar Ibope Media, que mensura a audiência de TV no Brasil e em outros países. O levantamento traz dados inéditos resultados do mapeamento do vídeo sob demanda e do consumo de TV via internet, que começou a ser medido no último trimestre do ano passado, graças ao focal meter.

Acoplado ao roteador de uma mostra selecionada pelo instituto em parte do universo de casas que já possuíam o people meter, aparelho que mede a audiência do televisor, o focal meter captura todas as sintonias de consumo de vídeo dentro de um mesmo domicílio, englobando televisor, celular e tablet.

QUEM VÊ TV?

No estudo, a chamada TV linear abrange canais pagos e abertos. Os dados confirmam o que já se sabia por outras pesquisas fragmentadas: a maior fatia de público presente diante da TV (33%) em tempo real tem mais de 60 anos. Somando aos 18% da faixa etária de 50 a 59 anos, temos mais da metade dos consumidores com mais de 50 anos preservando esse hábito.

Já a faixa de 4 a 17 anos soma apenas 10% da população habituada a ver TV em tempo real. Além da questão geracional, que leva os mais novos a consumir outras mídias com mais voracidade, convém lembrar que os canais abertos de maior audiência praticamente desistiram do público infantil, salvo as novelas infantis do SBT.

O estudo, feito este ano, e portanto sem as distorções do período de maior confinamento da pandemia, quando o consumo de TV aumentou, aponta que 21% de quem vê os canais lineares consome também vídeos sob demanda.

Já considerando a média de audiência total de 2021, a Kantar Ibope aponta que o brasileiro assistiu a 5h37 diárias, em média, no ano de 2021. O instituto já mensurava o percentual de público que via canais em tempo real, mas não tinha ainda, dentro de um mesmo domicílio, noção sobre o consumo de outros conteúdos. Havia o levantamento sobre cada canal e uma faixa que colocava no mesmo balaio o consumo de games, DVDs, fotos ou streaming, segmento que agora está devidamente localizado.

Na comparação com outros países, o Brasil vê mais TV linear que México, Guatemala, Costa Rica e Colômbia, mas menos que a Argentina, líder entre os vizinhos, com 6h16 de TV linear por dia, o Panamá (5h54) e Chile (5h53).

O Rio de Janeiro lidera o hábito, com 6h31 de consumo diário de TV linear, seguida por São Paulo e Porto Alegre (5h56). Abaixo da média nacional, estão Recife (4h42), Goiânia (4h43) e Fortaleza (4h47).

Zapping - Cristina Padiglione

Cristina Padiglione, 50, é jornalista e escreve sobre assuntos relacionados à televisão. Ela cobre a área desde 1991, quando a TV paga ainda engatinhava. Ela passou pelas Redações dos jornais Folha da Tarde (1992-1995), Folha (1997-1999) e O Estado de S. Paulo (2000-2016), entre outras publicações. Ela também tem o blog Telepadi (telepadi.folha.com.br), hospedado no site da Folha.

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