Biblioteca da Vivi

O melhor dos livros também é o que vai bombar nos cinemas

Saiba quais são os títulos que deram origem a produções indicadas ao Oscar deste ano

Papa Francisco cumprimenta o papa Bento 16
Papa Francisco cumprimenta o papa Bento 16 - Reuters/BBC

Mais uma vez a lista de indicações ao Oscar deste ano, que acontece em 9 de fevereiro, mostra como cinema e literatura se completam. Claro que nem sempre um filme baseado em um livro resulta em uma produção memorável. Mas é fato que muitos filmes são versões melhores dos livros que os inspiraram.

Indicado a três Oscar (roteiro adaptado, ator e ator coadjuvante) “Dois Papas” é inspirado em um livro homônimo (R$ 39,90, 252 págs., Editora BestSeller), escrito pelo neozelandês Anthony McCarten.

Também lembrada por ter sido dirigida pelo brasileiro Fernando Meirelles, a produção da Netflix segue a mesma toada do livro ao mesclar fatos históricos com situações dramatizadas para retratar um possível relacionamento entre os papas Bento 16 (Anthony Hopkins) e Francisco (Jonathan Pryce). 

Nele, são abordadas as diferentes teorias a respeito da decisão chocante de Bento 16 de renunciar ao papado em 2013 e como papa Francisco lidou com sua inesperada chegada ao poder. 

Outro indicado a seis categorias, incluindo a de atriz coadjuvante para Scarlett Johansson, “O Céu que nos Oprime” (Bertrand Brasil, 252 págs., R$ 42,90) teve origem em livro da neozelandesa-belga Christine Leunens. Na trama, assunto que muito atrai: a 2ª Guerra. Fala de um garoto da Juventude de Hitler que descobre que os pais estão escondendo uma judia.

Já “Mulherzinhas” (José Olympio, 322 págs., R$ 39,90), da americana Louisa May Alcott, foi a base do filme “Adoráveis Mulheres”, que concorre a seis categorias. O título teve grande importância para a emancipação feminina ao longo do século 19. Inspirada em sua própria trajetória, Louisa May descreve a vida da família durante a Guerra Civil Americana, quando o pai vai embora, deixando em casa a mulher e quatro filhas.

Não tão fácil de encontrar nas livrarias, mas nem por isso menos importante, é “O Irlandês - Os Crimes de Frank Sheeran a Serviço da Máfia” (R$ 48, 320 págs. Seoman), do americano Charles Brandt. A trama, que conta a vida de um matador de aluguel, recebeu dez indicações ao Oscar. 

Vale lembrar aqui ainda dois filmes que concorrem à estatueta deste ano e que são baseados em artigos publicados em revistas: “Um Lindo Dia na Vizinhança” e “O Caso de Richard Jewell”.

MAIS VENDIDOS

FICÇÃO
1    “A Garota do Lago”, de Charlie Donlea (Faro)
2    “Eleanor & Park - Slim”, de Rainbow Rowell (Novo Século)
3    “A Princesa Salva a si Mesma Neste Livro”, de Amanda Lovelace (Casa da Palavra)
4    “A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro”, de Amanda Lovelace (Casa da Palavra)
5    “Drácula - Edição de Luxo”, de Bram Stoker (Pandorga)

NÃO FICÇÃO
1    “Escravidão Vol. 1”, de Laurentino Gomes (Globo)
2    “Felicidade - Modos de Usar”, de Mario Sergio Cortella (Planeta)
3    “Sapiens”, de Yuval Noah Harari (Publibook)
4    “Mindset”, de Carol Dweck (Objetiva)
5    “A Arte da Sabedoria”, de Baltasar Gracián (Faro)

AUTOAJUDA
1    “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, de Dale Carnegie (Companhia Editora Nacional)
2    “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas - Versão de Bolso”, de Dale Carnegie (Companhia Editora Nacional)
3    “A Sutil Arte de Ligar o Foda-Se”, de Mark Manson (Intrínseca)
4    “Mais Esperto que o Diabo”, de Napoleon Hill (CDG)
5    “O Milagre da Manhã”, de Hal Elrod (Record)

Fonte: Livrarias Saraiva (de 6 a 12.jan.2020)

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Vivian Masutti, 34, é jornalista formada pela Cásper Líbero e bacharel em letras (português e francês) pela USP (Universidade de São Paulo), onde também cursou a Faculdade de Educação e obteve licenciatura plena em língua portuguesa. No Agora, é coordenadora da Primeira Página.

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