Renato Kramer

'A razão de a gente existir é o amor', afirma Rodrigo Santoro

"Eu gostaria de dizer que a situação do nosso país estivesse diferente, mas não vou poder falar isso. Está mais complicada do que nunca", declarou o ator Rodrigo Santoro no "Domingão do Faustão" (Globo).

E observou que a próxima novela das 21h da Globo, "Velho Chico", na qual viverá Afrânio, o protagonista da primeira fase, falará sobre isso também: "Além de falar do rio (São Francisco), de uma história de amor, a gente também tem um pouco de crítica social, a gente fala do coronelismo", conta Santoro.

E fala um pouco sobre o seu personagem: "No começo da história ele é um jovem muito rico, que mora na capital, recém formado, cheio de sonhos e desejos —até que com a morte do seu pai ele se vê obrigado a retornar e tomar posse dos negócios do pai, abandonando assim os seus sonhos. Então ele acaba se transformando num coronel."

Rodrigo assegura que o tema da novela envolve um universo muito profundo e que não estará sendo tratado de maneira superficial. "Acho que a novela vai abordar isso numa época bastante certa para se falar disso."

Faustão chama em vídeo um depoimento do ator de 2006 afirmando que não importa a diferença de idade nas relações amorosas. "Direto do túnel do tempo", 20 anos atrás. Rodrigo assiste e comenta espantado: "Rapaz, que figura. Como o tempo passa, meu amigo". E solta um suspiro profundo.

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Velho Chico
Velho Chico
Veja imagem dos bastidores de "Velho Chico", novela rural da Globo

E declarou continuar pensando do mesmo jeito que naquele tempo: "Eu acredito de corpo e alma, e sou movido a isso... eu acho que essa é a razão da gente existir, da gente estar nesse planeta, é a razão de tudo: é o amor".

Se um ator bonito sofre preconceito e tem que provar mais do que os outros que é um bom ator e não apenas um galã? "O Leonardo DiCaprio é um belo exemplo", argumentou Santoro —que também é muito bonito e muito bom ator. "Ele (DiCaprio) fez inúmeros trabalhos, é um ótimo ator e finalmente ele foi reconhecido com o recente Oscar da Academia. Demorou mas chegou".

Rodrigo relembra que quase desistiu da carreira quando ele e o seu colega Márcio Garcia foram recusados no teste para a minissérie "Sex Appeal" (Globo, 1993). "Mas tem uma frase que eu gosto muito, que um amigo meu me disse: não há nada mais forte do que uma ideia quando é chegada a hora dela. Eu acredito muito no tempo das coisas. Às vezes a gente também ainda não está maduro para que aquela coisa aconteça. Não desistir é absolutamente fundamental, em qualquer circunstância da vida", declara.

Para enfrentar todo o estresse da profissão, Rodrigo Santoro recomenda: "Ioga! Meditação. E não é coisa de gente 'zen', não. A ioga me ajudou muito a encarar as dificuldades. Às vezes quando a gente não se sente bem, aí a yoga é um exercício de respiração, um exercício de consciência corporal –um exercício onde você vai estar sempre procurar estar confortável dentro do desconforto".

Renato Kramer

Natural de Porto Alegre, Renato Kramer formou-se em Estudos Sociais pela PUC/RS. Começou a fazer teatro ainda no sul. Em São Paulo, formou-se como ator na Escola de Arte Dramática (USP). Escreveu, dirigiu e atuou em diversos espetáculos teatrais. Já assinou a coluna "Antena", na "Contigo!", e fez críticas teatrais para o "Jornal da Tarde" e para a rádio Eldorado AM. Na Folha, colaborou com a "Ilustrada" antes de se tornar colunista do site "F5"

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