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Televisão

Funcionários dão trégua em greve na RedeTV! após acordo para não haver demissões

Trabalhadores aguardam julgamento de recurso, mas podem voltar a parar

Greve na porta da RedeTV! por reajuste salarial
Greve na porta da RedeTV! por reajuste salarial - Divulgação
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São Paulo

Funcionários da RedeTV! deram uma trégua à greve que já durava mais de 15 dias na porta da emissora. Egberto Paschoa Balboni, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiofusão e Televisão no Estado de São Paulo, disse ao F5 que a paralisação está suspensa, mas pode retornar a qualquer momento.

“O MP [Ministério Público] propôs um acordo de paz. Nele, primeiramente aberto pela RedeTV e depois aceito pelos trabalhadores, diz que nós suspendemos a greve, mas continuamos em estado de greve”, diz Balboni.

Em nota, a RedeTV! afirma que ela e o sindicato atenderam a sugestão feita pelo desembargador do TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho) celebrando uma cláusula de paz, que implica na suspensão da greve para que sejam retomadas as tratativas.

“Atendendo a sugestão do TRT, a emissora não realizará nenhuma dispensa enquanto perdurar a cláusula de paz ou até julgamento pelo TRT-SP”, reforça.

No dia 4 de setembro, os grevistas aceitaram a proposta de aumento de 17% feita em reunião de conciliação entre advogados do sindicato da categoria e da emissora, no TRT. Esse recurso ainda precisa ser julgado e talvez haja uma resolução até o início de outubro.

A proposta de conciliação prevê o reajuste em três vezes: 7% em outubro, 5 % em janeiro e 5% em abril de 2022. O reajuste será aplicado sobre o salário, vale-refeição, auxílio-creche e demais benefícios. A emissora também deve pagar 50% dos dias parados para os trabalhadores e compensar o restante.

“Caso a emissora descumpra alguma promessa, demita alguém ou volte atrás na decisão já tomada nós podemos retomar a greve sem aviso prévio”, reforça o sindicalista.

A greve abrangia trabalhadores da RedeTV! de diferentes áreas como câmeras, operadores de vídeo, produtores, editores de imagem, advogados, secretários, seguranças, entre outros. Jornalistas não fizeram parte da mobilização, já que são representados por outro sindicato.

Os grevistas também não haviam gostado da forma como o apresentador do Alerta Nacional, Sikêra Jr., tratou a mobilização. O dirigente disse ao F5 que ele fez “chacota” da paralisação dos trabalhadores no programa de quinta-feira (2).

Em vídeo, Sikêra chamou a equipe do programa ao estúdio segurando enormes CPF cancelados e cantou: “Ei você que está na porta da Rede TV!”. Em seguida, para a música e diz: “Acaba com isso gente, vamos trabalhar.”

O apresentador falou ainda que este era um momento de trabalho e que tinha muita gente desempregada. “Muitos querendo tomar o teu lugar, não é hora para isso”, disse.

Ele continuou justificando que as pessoas falavam que ele ganha bem. “Demorou 35 anos para chegar, tem um pessoal magoado”, falou o apresentador, que voltava a cantar a música.

“Foi um desaforo aquilo que [o Sikêra Jr.] fez, todo mundo considerou como um assédio moral coletivo. CPF cancelado é gíria de miliciano para falar que uma pessoa morreu. Ele fica de chacota com a música dizendo para voltar a trabalhar. Volta a trabalhar ou vão ser mandados embora?”, questionou o dirigente sindical na ocasião.

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