Televisão

William Bonner chora ao vivo no JN, e Renata Vasconcellos encerra o jornal

Jornalista se emocionou com reportagem

William Bonner chora ao vivo no JN
William Bonner chora ao vivo no JN - Reprodução
São Paulo

O jornalista William Bonner chorou ao vivo no Jornal Nacional na edição desta quinta-feira (30). Ele se emocionou com uma reportagem sobre como as pessoas têm lidado com a quarentena.

Na reportagem, uma moradora do bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, mostrava a sua rotina. Todos os dias, às 18h, ela faz um show para os vizinhos ao cantar na janela.

Ela revelou que já havia feito 40 apresentações diárias, todos os dias, e que já recebia mensagens carinhosas, sobretudo de idosos, os mais vulneráveis.

Os shows duram cerca de três minutos apenas, mas emocionam muita gente.

No momento em que as câmeras voltaram para o estúdio do JN, Renata entregou que o companheiro de bancada estava chorando.

“O Bonner ficou emocionado”, disse Renata. “Não, eu não. Quase não me emociono”, respondeu ele. “Eu vou encerrar [o telejornal], tá?”, disse ela. Veja o momento abaixo.

BONNER E A POLÍTICA

Bonner tem demonstrado alguma irritação à frente do JN sobretudo após chamar reportagens sobre como o governo federal lida com o coronavírus. O Brasil se acostumou a ter locutores empertigados no comando de seus principais telejornais. Cid Moreira e Sérgio Chapelin, duas figuras históricas da nossa televisão, nunca foram jornalistas. Eram o que os americanos chamam de “talking heads”: cabeças falantes. Ótima voz, ótima figura, nenhum senso crítico.

William Bonner é o primeiro apresentador do Jornal Nacional a também ser o editor-chefe do noticiário. Está no cargo desde 1996, e vem crescendo desde então. Para o colunista Tony Goes, seu traquejo na bancada, sua experiência no trato com políticos de todas as estirpes, sua vivência através de crises de todos os tamanhos, só lhe aumentaram o cacife e a credibilidade.

William Bonner às vezes parece que vai perder as estribeiras, mas nunca perde a elegância. O jornalista que há nele não se deixa dominar pelas emoções. Uma tarefa cada vez mais árdua no Brasil de hoje, governado por um presidente inepto, insensível e mentiroso.

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