Televisão

Fofoqueira em 'Éramos Seis', Kelzy Ecard diz que personagem não é ruim, só é desocupada

Atriz afirma se 'divertir loucamente' na nova trama das 18h da Globo

Kelzy Ecard como Genu em "Éramos Seis"
Kelzy Ecard como Genu em "Éramos Seis" - Raquel Cunha/Globo
Rio de Janeiro

Considerada uma das revelações da TV no ano passado, na pele da cozinheira Nice, de “Segundo Sol” (Globo), Kelzy Ecard, 54, volta às novelas com uma pegada mais leve. Em vez da vítima de violência doméstica da trama anterior, agora ela encarna dona Genu, vizinha fofoqueira e melhor amiga de Lola (Glória Pires) de “Éramos Seis” (Globo).

“Talvez eu desconte o que sofri na outra novela”, brinca ela em meio aos risos. "A Genu não é uma personagem ruim, mas como não tem muita coisa para fazer, ela se ocupa olhando a vida dos outros”, explica a atriz, recordando que na versão anterior do folhetim um dos passatempos preferidos de Genu era ir a velórios. 

“Não sei se isso será mantido agora, mas espero que sim. É pitoresco. Ela vai porque acha que é alguém prestando uma tarefa importante nessa situação. Ela cuida dos parentes e chora se for preciso. No interior, existem as famosas carpideiras… Uma gente que aparece em enterro que você nem sabe de onde veio.”

Ecard afirma que está se preparando para ser chamada de fofoqueira nas ruas e diz que, na vida real, é uma pessoa que guarda os segredos tão bem que até esquece que eles existem: “Eu simplesmente apago da memória”.

Nascida e criada na cidade de Santo Antônio de Pádua, no interior do Rio de Janeiro, a atriz conta que a fofoca é algo comum nas cidades interioranas. “Me lembro que, na minha infância e adolescência, as pessoas tomavam bastante conta da vida dos outros.”

Ela diz ainda que está “se divertindo loucamente” com dona Genu e afirma que agora a fofoca ganhou status internacional, por causa das redes sociais.

“Você está do outro lado do mundo e fica sabendo das coisas. Eu tenho uma história curiosa para contar: a cidade onde moram os meus pais tem 14 mil habitantes, e quando o Facebook chegou lá foi um problema. Aquilo que era falado do outro na intimidade passou a ser explanado para a cidade inteira. Então as pessoas deixaram de se falar. Levou um tempo até o povo se adaptar a essa nova modalidade de fofoca.”

Apesar de estar no início da carreira televisiva, Ecard é uma veterana do teatro: já são 25 anos se apresentando nos palcos. E avalia que resolveu apostar na TV na hora certo: “Não sei se há alguns anos eu teria maturidade para essa exposição. No início da carreira, eu não queria fazer TV. Durante muitos anos achei que não era uma linguagem que eu gostaria de fazer. Hoje, estou absolutamente apaixonada".

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