Televisão

Celso Zucatelli diz não concordar com fim de atração porque trazia anunciantes à Gazeta

'Saí numa boa e agradeço, mas não vou ser desonesto: deveria ter continuado'

Celso Zucatelli com o programa De A a Zuca na TV Gazeta
Celso Zucatelli com o programa De A a Zuca na TV Gazeta - Mariana Cavalcanti/TV Gazeta
Leonardo Volpato
São Paulo

O apresentador Celso Zucatelli, 46, demitido da Gazeta na última sexta-feira (19), teve seu programa descontinuado da grade de programação da emissora. Segundo ele, é possível entender os motivos que fizeram com que o canal tomasse essa atitude, mas não concordar com eles. Ele comandou por apenas três meses o talk show De A a Zuca, na hora do almoço.

“O programa deveria ter continuado porque a gente tinha retorno de anunciantes e de telespectadores, era positivo demais. Mas digo que não tenho mesmo um sentimento de mágoa ou de que houve uma injustiça. Isso [demissões e programas cancelados] é jogo comum e é assim que funciona. Mas reitero que fizemos um belíssimo trabalho”, comenta. “Saí numa boa e agradeço a chance de ter feito o programa, mas não vou ser desonesto: deveria ter continuado.”

Segundo Zucatelli, assim como Ronnie Von, 75, também demitido na sexta (19), foi pego de surpresa. Foi relatado em seu ponto eletrônico pouco antes de o talk show terminar que haveria uma reunião na sequência. E nessa conversa a Gazeta contou que a crise financeira impossibilitaria a continuidade. Ele entendeu e aceitou.

O problema, portanto, passa longe de números de ibope. “A emissora era categórica em dizer que não existia preocupação com audiência e que estava tudo dentro do esperado. Nosso foco era fazer programa de qualidade”, conta.

O apresentador reforça que agora vai aguardar que propostas cheguem para que ele possa continuar trabalhando na televisão. Por enquanto, ele garante, não há negociação. Enquanto isso, dará palestras motivacionais em empresas, fará peças publicitárias e ministrará cursos para empresários sobre comunicação, algo que ele já fazia até mesmo quando empregado.

Por mais que diga estar com a cabeça tranquila, Zucatelli faz uma revelação com relação ao amigo e “irmão” Ronnie Von, que também deixou a emissora e teve o Todo Seu descontinuado no mesmo dia.

“Eu fico mais triste com o fim do programa dele do que com o meu, porque ele é um ícone da TV e a emissora que perde. O meu programa nem tinha dado tempo de consolidar, embora tivéssemos retorno, não sabia o que iria virar. Mas o Ronnie era prata da casa”, opina. Ele também espera, um dia, voltar a trabalhar com o companheiro, o responsável por tê-lo levado à Gazeta.

Enquanto não retorna ao ar, Zucatelli vai sonhando com o que ele poderia fazer em possível novo programa. “A gente tem que aproveitar mudanças que a vida oferece para a gente se jogar. Nada acontece por acaso. Eu nunca apresentei um reality show, adoraria. E também nunca fiz nada com auditório. Gosto de palco, do público perto”, define.

“Tem muito espaço na TV e é importante trabalhar direito. Adoro o que eu faço. Virá coisa bem legal ainda. Sei que é difícil que haja mudanças no segundo semestre, é complicado ter estreias após julho. Mas vamos ver. Ainda não tenho nada, mas espero que surja coisa boa”, finaliza.

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