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'O Outro Lado do Paraíso' chega ao fim com audiência em alta e final feliz para mocinha vingadora

Último capítulo da trama de Walcyr Carrasco na Globo vai ao ar nesta sexta (11)

'O Outro Lado do Paraíso' (Globo): Clara (Bianca Bin) e Patrick (Thiago Fragoso)
'O Outro Lado do Paraíso' (Globo): Clara (Bianca Bin) e Patrick (Thiago Fragoso) - Marilia Cabral/Globo

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Fabiana Schiavon
São Paulo

As histórias de vingança e de superação de "O Outro Lado do Paraíso" (Globo) cativaram o público. A trama de Walcyr Carrasco marcou 38 pontos de audiência até agora, média do dia de sua estreia até sábado passado. Segundo a emissora, a trama tem o melhor resultado no horário desde 2012, ano de "Avenida Brasil", que quebrou todos os recordes. 

Como último capítulo da trama das nove, nesta sexta (11), os números devem subir ainda mais. Só nesta última terça, a novela chegou a 48 pontos (cada ponto equivale a 72 mil domicílios na Grande São Paulo). Foi o dia do beijo de Samuel (Eriberto Leão) e Cido (Rafael Zulu) e do resgate do filho de Clara (Bianca Bin).

Destaque na pela da vilã Sophia, a atriz Marieta Severo se diz satisfeita com o trabalho. "Walcyr [Carrasco] é um autor que cria personagens fortes e conduz muito bem a trama, envolvendo o público, apostando em suspenses ao longo da novela", afirma. "Eu me surpreendo com a capacidade que ele tem de apresentar caminhos que você nem poderia imaginar. Costumo ler os capítulos inteiros porque não consigo ler só a minha parte."

A atriz Erika Januza concorda. "Foi uma trama com gostinho de final de novela em muitos capítulos", define. "O Outro Lado do Paraíso" ainda ficou marcada por discussões sobre racismo, homofobia e outros
temas. "Gosto quando os autores decidem abordar assuntos de utilidade social, como a discriminação ou a violência contra a mulher", diz Marieta.

A atriz ainda afirma que, mesmo depois de tudo o que Sophia já passou —enfrentando as consequências de um AVC que a deixou com sequelas e as tentativas frustradas de assassinato—, a vingança de Clara só deve ser finalizada nesta noite. "O fim da Sophia ainda não chegou, não! Aguardem! Ela só não conseguirá aprontar mais porque está um tanto debilitada agora", complementa a atriz.

Juliana Caldas, que vive Estela, revela que vem sentindo o retorno do público ao longo da trama. "Tive mais abertura não só para falar sobre o meu trabalho, mas sobre preconceito e respeito”, diz a atriz. "A novela deu visibilidade para mostrar que somos humanos. Abordou temas muito bons e importantes, que conquistaram a atenção do público e tenho certeza de que o fizeram pensar", conclui ela.

ACERTOS COM ELENCO E VIRADA

Especialistas em televisão avaliam o sucesso de "O Outro Lado do Paraíso" . Viradas inesperadas, um elenco de peso e uma boa direção estão entre os ingredientes que levaram aos bons resultados da produção.

"A trama prendeu porque teve muitos pontos de virada. Walcyr Carrasco é um mestre nesse quesito”, diz Elmo Francfort, diretor do Instituto Memória da Mídia. "Foram as histórias ágeis que conquistaram o público. A trama teve um enredo que não se arrastou, com acontecimentos fortes”, avalia Julio Cesar Fernandes, professor da Faculdade Cásper Líbero.

Já Claudino Mayer, doutor em comunicação pela USP (Universidade de São Paulo), destaca ainda que há sempre a satisfação de ver o vilão da história se dar mal, como aconteceu com Sophia (Marieta Severo). "Esse tema de vingança, que mostra que quem faz algo errado precisa pagar, agarrou o público", opina.

As atuações foram bem elogiadas. "Gosto muito do trabalho de núcleos diferentes, de Bianca Bin a Eriberto Leão, sem esquecer de Marieta Severo, Lima Duarte e Laura Cardoso. É possível que os experientes convivam bem com novos talentos”, analisa Francfort.

Críticos defendem que, mesmo com algumas críticas, a trama teve mais pontos positivos do que falhas. Um dos pontos fracos, para Mayer, foi a construção do personagem de Rafael Cardoso. “O Renato virou vilão sem explicação. Faltaram indícios na história para justificar tanta maldade." 

Personagens que ressuscitaram do nada entraram na lista dos críticos. "Vi essa trama como realista porque falava de temas como preconceito e direitos trabalhistas. Mas houve alguns elementos fantásticos e acabou não ficando claro o limite entre um e outro", diz Fernandes.

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