Música

Ricky Martin anuncia disco inspirado nos acontecimentos políticos de Porto Rico

'Vou usar minha música para levar a mensagem daqueles que não podem ser ouvidos'

Ricky Martin em Porto Rico
Ricky Martin durante gravação de seu novo clipe em Porto Rico - @rickymartin no Instagram
  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

São Paulo

O cantor Ricky Martin, 48, afirmou que o seu próximo álbum, "Movimiento", será inspirado nos últimos acontecimentos políticos de Porto Rico. O artista participou ativamente de protestos em seu país, em julho do ano passado.

"Vou usar a minha música para levar a mensagem daqueles que não podem ser ouvidos", afirmou Rick Martin, em entrevista à AP. 

Martin conta que a sua primeira ideia não era falar sobre política, já que ele vive um período romântico de sua vida. O artista é casado e tem quatro filhos. Mas tudo mudou no meio do caminho.

"Quando voltei ao estúdio, tudo o que eu tinha feito musicalmente tinha expirado, e eu tinha um material poético na minha cabeça para compartilhar com o mundo após tudo o que aconteceu nas ruas de Porto Rico", avaliou o cantor. 

Nas 12 canções do disco, Martin diz que contará toda a experiência que passou ao participar ativamente dos protestos. A primeira música se chamará "Tiburones", "Tubarões" em português, e o videoclipe vai mostrar uma mulher enfrentando policiais durante um protesto. 

O artista porto-riquenho foi às ruas e usou as suas redes sociais para pedir a renúncia do governador de Porto Rico, Ricardo Rosselló, após o escândalo chamado “chatgate”, que revelou mensagens trocadas pelo aplicativo Telegram entre Rosselló e um grupo de auxiliares. Nas mensagens, o governador faz comentários ofensivos contra políticos e celebridades da ilha. 

O cantor foi uma das celebridades ofendidas no vazamento de uma das mensagens que dizia:  “Ricky Martin é tão machista que dorme com homens, porque as mulheres não o excitam”. 

Após a saída de Rosselló, Wanda Waskes assumiu a função e também foi alvo de protestos pela falta de apoio aos milhares de desabrigados, vítimas do Furação Maria, que atingiu a ilha há dois anos. Recentemente, ela demitiu o gerente de emergência da ilha Carlos Acevedo, após moradores encontrarem um armazém cheio de suprimentos que não foram distribuídos.

"Não há mecanismos legais imediatos para você e toda sua equipe sair e pagar por todo o nosso sofrimento. Mas tenho boas notícias. As eleições acontecem em novembro e tenho certeza, que o povo se levantará mais do que nunca", afirmou o cantor em um vídeo divulgado na internet. 

Martin ouviu críticas por participar dos protestos de 2019, e foi chamado por algumas pessoas de oportunista. "Eu não deveria me interessar por Porto Rico só porque eu não vivo aqui", questiona o cantor. "Pelo contrário, eu acredito que não estar aqui faz com que eu aprecie ainda mais a minha cultura, minha língua, minha música que são de onde eu vim."

Final do conteúdo
  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem