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Paraibana torna-se primeira nordestina a vencer o Miss Grand Brasil

Lala Guedes, 27, vai disputar agora o Miss Grand International 2020, em outubro deste ano

Lala Guedes, 27, Miss Paraíba
Lala Guedes, 27, Miss Paraíba - Aliram Campos/Divulgação
São Paulo

Lala Guedes, 27, representante da Paraíba, venceu no início da madrugada desta sexta (31) a etapa brasileira do Miss Grand International 2020. O concurso, realizado em Bento Gonçalves (RS), contou com 22 candidatas e elegeu a representante do país no mundial, que hoje faz parte das grandes disputas de miss contemporâneas.

A partir de agora Guedes, que é natural de Campina Grande (PB), inicia sua preparação para defender o país em 25 de outubro de 2020 em Caracas, na Venezuela. Com a vitória, ela tornou-se também a primeira nordestina a ocupar o posto nacional. Antes dela, venceram misses de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Em segundo lugar na disputa ficou a Miss Espírito Santo, Mylena Duarte, 24, e em terceiro a Miss Sergipe, Caroline Andrade, 23. Completaram o grupo de cinco finalistas as representantes do Paraná, Clarissa Burda Thomsen, 19, em quarto, e Alagoas, Ruthy Raphaella, 24, em quinto.

No top 9 estavam ainda as misses Goiás, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Norte.

A nova Miss Grand Brasil é estudante de Medicina e fala inglês fluente, aprimorado durante um curso de moda feito em Londres, no Reino Unido. Ela foi coroada pela paulista Marjorie Marcelle, 25, que ficou em quinto lugar no internacional, no fim do ano passado

EXIGÊNCIA DE INGLÊS

A organização brasileira que realiza o evento é a mesma que comanda o CNB (Concurso Nacional de Beleza) que, entre outros, elege os brasileiros que vão para o Miss e Mister Mundo e Miss e Mister Supranational - que são parte do grupos dos maiores concursos globais existentes hoje.

Um dos pontos que chamou a atenção na etapa foi a exigência de que todas as misses tivessem conhecimento da língua inglesa, algo incomum no Brasil. Mesmo que a barreira do idioma, de certa forma, elitize muito as candidatas, Marcelle considera a medida boa.

“É um ponto positivo. Com minha experiência no confinamento, acho que esse quesito é muito importante para eleger a próxima Miss Grand Brasil. Temos cerca de sete meses para o internacional e, quem não tem nem o básico de inglês, tem menos chances de trazer a tão sonhada coroa. Temos que escolher a menina que está mais fácil e perto de ficar pronta”, analisa.

RECENTE E POTENTE

O Miss Grand International é um concurso relativamente recente, surgiu em 2013, mas que alcançou grande notoriedade em pouco tempo. Com alto investimento e produções impecáveis, a competição é considerada uma das favoritas de missólogos e fãs por ser mais dinâmico e mesclar a importância do apoio a projetos sociais sem deixar de lado o ritmo fashion e despojado.

Já se consagraram vencedoras misses do Paraguai, Peru, Indonésia, Austrália, Cuba e Porto Rico. A atual dona da posto é a estudante de arquitetura Valentina Figuera, 19, da Venezuela. Assim como será este ano, em 2019 o concurso foi também realizado na capital venezuelana, e em seu histórico já teve como país-sede Mianmar, Vietnã, Estados Unidos e Tailândia.

No ano passado, um público de cerca de 20 mil pessoas acompanhou a final do certame, que contou com 60 candidatas e foi realizada no Poliedro de Caracas, icônico espaço de eventos venezuelano. A vencedora levou para casa um prêmio de US$ 40 mil (cerca de R$ 170 mil) e passa seu ano de reinado morando na Tailândia, onde fica a sede da organização.

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