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Com Brasil favorito, especialistas apontam vitória de negra no Miss Universo; veja previsões

Mineira Júlia Horta divide favoritismo com Tailândia, Colômbia e Filipinas

A Miss Brasil Júlia Horta usará vestido rosa e traje típico inspirado na jogadora Marta

A Miss Brasil Júlia Horta usará vestido rosa e traje típico inspirado na jogadora Marta Isaac Freitas/Divulgação

São Paulo

Depois de uma campanha muito bem-sucedida, a mineira Júlia Horta, 25, tornou-se uma das favoritas para a final do Miss Universo 2019, que acontece neste domingo (8) em Atlanta, nos EUA. Seu favoritismo foi alcançado com a aposta da miss em intensificar sua presença nas redes sociais.

Com facilidade em se comunicar, ela efetuou exaustivos registros comentados em seu perfil. "Júlia Horta demonstra ser uma miss completa. Tem empoderamento, preocupação social, e sabe se comunicar não somente em português, mas também na língua inglesa. Tem também algo muito importante que é o engajamento forte nas redes sociais", analisa o missólogo Will Pinheiro, idealizador do Blog Mundo Miss Oficial.

 
Com sua atuação nas redes, indiretamente Horta suprimiu uma carência de notícias do setor e, assim, cativou uma legião de fãs. Seus quase 500 mil seguidores a levaram a ser uma das candidatas mais populares da competição deste ano.

 
João Ricardo Camilo Dias, curador do blog Miss Brazil On Board, afirma que o carisma de Horta e sua experiência no mundo miss, a levaram ao atual patamar. "Se vê nitidamente que ela é uma das grandes favoritas e com muito mérito. Está provando isso com suas aparições no concurso, sem falar na maneira como as lentes a buscam e pela forma como é tratada pelas colegas e equipe de produção."
 
Camilo Dias destaca também a segurança da miss em relação a seu próprio preparo. "Júlia é, sem dúvida nenhuma, talvez a Miss Brasil mais profissional em muitas décadas. Ela é miss por vocação e é inegável o domínio que tem em sua trajetória. Se dedicou e tem muita experiência, porque já participou de vários concursos internacionais e nacionais."

FAVORITAS DE 2019

O Brasil já venceu o Miss Universo duas vezes, em 1963 e 1968, Ieda Maria Vargas e Martha Vasconcellos, respectivamente. A última vez em que uma mineira participou foi em 2010 com Débora Lyra, que não se classificou. Antes dela, Natália Guimarães brilhou em 2007, quando ficou em segundo lugar. 
 
Se vencer neste ano, Horta pode quebrar jejum brasileiro de 51 anos sem vitória na disputa. Mesmo com esse hiato, o Brasil alçou bons voos nos últimos anos e teve boas colocações, o que traz ao país um certo "peso de faixa". Porém, ao lado de Júlia Horta há também outras candidatas ávidas pela coroa, e ela precisa se sobressair entre elas para ter sucesso. 
 
Camilo Dias considera que, além do Brasil, são fortes também as misses Tailândia, Colômbia, Albânia, Índia e Coreia do Sul. Numa visão mais apurada, afirma que neste ano pode ser que uma mulher negra abocanhe o posto, já que a última miss negra eleita foi a angolana Leila Lopes, em 2011.
 
"A sede do concurso é numa região onde houve uma tensão racial muito grande até as décadas de 50 e 60. Então, o politicamente correto pode favorecer a eleição de uma miss negra, principalmente a americana, que é a dona da casa. Além dela, a Miss Quênia, embora ninguém comente, é muito linda. A Miss África do Sul está com um desempenho bom, além da Miss Irlanda que, se vencer, traz a Europa de volta ao topo do concurso", diz. 
 
Já nas previsões de Pinheiro, estão à frente, além da brasileira, misses que também possuem maior popularidade, carisma e habilidades de comunicação. Para ele, o título pode ser da Tailândia, Indonésia, Estados Unidos ou Filipinas.

PANO DE FUNDO DA CAMPANHA

Os seguidores de Júlia Horta nas redes, de certa forma, substituíram o alcance que sua candidatura teria se contasse com o apoio de uma TV aberta no Brasil durante sua jornada. A miss chegou a aparecer em um ou outro programa no SBT, e seu desempenho no Jogo dos Pontinhos, quadro do Programa Silvio Santos, até despertou um interesse inicial do apresentar. Mas não passou disso.
 
Poucos meses depois de Horta ser eleita Miss Brasil, Band e Polishop desfizeram parceria que mantinham para a realização e transmissão do evento no país. A princípio, entende-se que o desinteresse partiu da TV, que não viu retorno financeiro no investimento. Para empresa de varejo haviam benefícios, principalmente pela divulgação de sua linha de cosméticos Be Emotion.
 
Assim, no pacote do distrato, entrou por tabela possíveis participações da mineira em programas da casa e divulgações para a imprensa. Apesar disso, a Band transmite a final neste domingo a partir das 23h30, com apresentação de Renata Fan, Miss Brasil 1999.
 
Outra desvantagem no decorrer da campanha da miss foi que, mesmo contratada da Polishop até março de 2020, sua equipe de apoio à vencedora foi reduzida pela empresa se comparada à que acompanhava sua antecessora, a amazonense Mayra Dias, 28. 
 
As 90 candidatas da 68ª edição do Miss Universo serão recebidas para a final no recém-inaugurado Tyler Perry Studios, com apresentação, pela quinta vez consecutiva, do humorista americano Steve Harvey –aquele do erro do anúncio da vencedora.

A corrida pelo posto da filipina Catriona Gray terá um formato enxuto neste ano, com apenas dez dias de confinamento e um cronograma de atividades escasso para as missess

 
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