De faixa a coroa

'Minha missão está sempre em movimento', diz Catriona Gray, filipina que vai coroar a Miss Universo 2019

Miss Universo 2018 fala de seu ano, planos de futuro e expectativa para a final

A Miss Universo 2018 Catriona Gray

A Miss Universo 2018 Catriona Gray Instagram/catriona_gray

São Paulo

Em dezembro do ano passado, a filipina Catriona Gray, 25, encantou a todos e conquistou para seu país a quarta coroa de Miss Universo. Sua originalidade e confiança trouxeram um positivo divisor de águas para a competição. Entre tantas candidatas, Gray obteve o raro êxito de imprimir personalidade na passarela miss e tornou-se, agora, referência.
 
Antes de passar a coroa neste domingo (8) em Atlanta (EUA), a modelo teve uma conversa exclusiva com F5 e falou um pouco sobre suas expectativas para 2020 e seu ano de miss. Com o fim do reinado, ela se prepara para deixar Nova York, residência oficial das detentoras do título, e voltar para seu país. 
 
"Meu ano foi fantástico. Foi um turbilhão e não consigo acreditar na rapidez com que ele passou. Morar em Nova York foi um sonho –conheci muitas pessoas incríveis e trabalhei com grandes organizações. Definitivamente, eu vou sentir falta disso", disse.

Considerado o novo país potência do setor, superando a Venezuela, as Filipinas enxergam os concursos de beleza assim como os brasileiros demonstram sua paixão pelo futebol. Dessa forma, Gray adquiriu status de estrela em sua terra e, pouco depois de conquistar a coroa, foi recebida como uma rainha, com direito a passeata e carros alegóricos. 
 
"Inicialmente eu estou voltando para minha casa, nas Filipinas, porque é onde a minha família está. Eu sinto que preciso de uma casa em algum lugar. Então, serão as Filipinas inicialmente, mas tenho certeza de que viajarei para os Estados Unidos", detalhou. 

A GAROTA LAVA

Com uma estratégia original no Miss Universo 2018, ela tematizou sua campanha, inspirada pelo vulcão filipino Mayon. Assim, impressionou com sua própria forma de desfilar na passarela. No seu andar, ela desenhou movimentos curvilíneos, tanto em "câmera lenta" ou com rapidez, inspirados na corrimento da lava.

O "lava walk" provocou não só admiração dos fãs de concursos, mas também de modelos famosas, como Tyra Banks e Ashley Graham. Também com a lava em mente, Gray trajou um vestido atípico na final, todo vermelho e com aberturas. Sem falar no brinco acima da orelha, que ela mesma desenhou e deu um toque especial ao "look".

A oratória e inglês perfeitos, ideais para uma porta-voz, foram a cereja do bolo para que sua vitória fosse decretada. Mesmo com a entrega da faixa, para ela o trabalho, principalmente com projetos sociais e ONGs, apenas começou. 
 
"Minha missão está sempre em movimento. Sinto que neste ano me deu a base e também a plataforma de lançamento, assim continuarei esse trabalho e pretendo continuar a ser uma porta-voz em minha carreira, pois realmente gosto dessa função. Isso me preenche como indivíduo, não apenas como Miss Universo."
 
Sobre o desempenho do Brasil no concurso, a miss acredita que a torcida brasileira é determinante e pode ajudar, muito, a fazer uma vencedora. "Todas as mulheres brasileiras são bastante diversas e representam um país muito incrível. O que eu amo é que você pode realmente sentir o apoio do povo brasileiro quando suas candidatas estão se apresentando e competindo no Miss Universo. Isso é muito maravilhoso de se ver."

DESENCONTRO DE MISSES EM SÃO PAULO

Em outubro passado, Gray causou alvoroço entre os fãs brasileiros após aterrissar, de surpresa, em São Paulo. Ela veio para uma ação com uma instituição global apoiada pelo Miss Universo. O rebuliço se deu pois, ao mesmo tempo em que chegava, a mineira Júlia Horta, 25, a Miss Brasil 2019, desembarcava justamente em Nova York.
 
Ela falou sobre o caso e justificou que tudo não passou de apenas um desencontro. "Aconteceu que, quando estávamos no Brasil para as ações com a [ONG] Smile Train, Júlia estava nos EUA. Fizemos uma ligação online por vídeo com ela –eu, a Miss Estados Unidos, Cheslie Kryst, e a Miss Teen EUA, Kaliegh Garris, enquanto nós estávamos no Brasil. Com outras candidatas, ela me parece muito gentil. Desejo-lhe tudo de melhor", explicou.
 
À época, Horta desabafou em suas redes sociais e se disse bastante chateada com a situação. Ela contou que a organização do internacional demorou muito para confirmar as datas da viagem, e que ela já estava com as malas prontas e passagens compradas para Manhattan.
 
Já sobre a viagem dela ao Brasil, Gray disse que ficou encantada com a oportunidade. "Adorei, porque era um país que eu sempre quis visitar. Tive muitos amigos brasileiros que foram criados em Manila [capital das Filipinas], então eu já havia provado um gostinho da comida brasileira que eles cozinhavam. Fiquei realmente animada e todo mundo foi muito caloroso e acolhedor quando cheguei. Mal posso esperar para voltar", completa.

No domingo, um grupo de 90 candidatas do mundo todo disputa a coroa da filipina Catriona Gray, 25. No palco, o humorista americano Steve Harvey –aquele do erro do anúncio da vencedora–, será o apresentador pela quinta vez consecutiva. 
 
O Miss Universo é considerado uma das mais importantes competições de beleza ao lado do Miss Mundo, e chega agora à sua 68ª edição. No Brasil, ele será transmitido (com atraso) a partir das 23h30 pela Band e no portal da emissora, apresentado por Renata Fan, Miss Brasil 1999. Além disso, há opções na TV paga e na internet.

De faixa a coroa

Fábio Luís de Paula é jornalista especializado na cobertura de concursos de beleza, sendo os principais deles o Miss Brasil e Miss Universo. Formado em jornalismo pelo Mackenzie, passou por Redações da Folha e do UOL, além de assessorias, como a da Fox.

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