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Pela quarta vez, Filipinas vence Miss Universo

Catriona Gray, 24, leva coroa para seu país, que venceu pela última vez em 2013

Fábio Luís de Paula
São Paulo

A filipina Catriona Gray, 24, foi eleita neste domingo (16) a Miss Universo 2018, e pela quarta vez leva a coroa para o país asiático. 

“Meu coração está cheio de tanta gratidão. Houve momentos de dúvida em que me senti sobrecarregada e pressionada”, disse Gray, que usou um vestido vermelho e laranja inspirado no vulcão Monte Mayoon, que entrou em erupção neste ano.

A filipina defendeu o uso medicinal da maconha, em pergunta feita no palco, e depois afirmou a jornalistas ser uma “pergunta definitivamente relevante” e “um tópico atual”, em aparente referência à guerra às drogas do governo Rodrigo Duterte que matou milhares nas Filipinas.

O porta-voz do presidente filipino, Salvador Panelo, disse que a vitória coloca o país no mapa por “sua beleza e elegância”. A Filipina já ganhara a coroa em 1969, 1973 e 2015 —neste último, o apresentador Steve Harvey errou e anunciou a vice em vez da miss Pia Wurtzbach.

O show da final aconteceu na noite deste domingo (16), em Bangcoc, na Tailândia, e foi transmitido no Brasil ao vivo pelo cana pago TNT e pela Band TV.

A Miss Filipinas Catriona Gray é coroada Miss Universo 2018
A Miss Filipinas Catriona Gray é coroada Miss Universo 2018 - Athit Perawongmetha/Reuters

Em segundo e terceiro lugares ficaram, respectivamente, as misses África do Sul, Tamaryn Gray, 24, e Venezuela, Sthefany Gurierrez, 19. Completaram o top 5 as representantes do Vietnã, H’Hen Nie, 26, e Porto Rico, Kara Ortega, 25. 

A amazonense Mayra Dias, 27, foi classificada no top 20, mas não avançou para o segundo corte, o top 10, onde também se classificaram as misses Costa Rica, Curaçao, Nepal, Canadá e Tailândia.

“Eu tenho orgulho de dizer que sou da Amazônia do Brasil e minha missão é conscientizar sobre o meio-ambiente e pensar nas nossas futuras gerações”, disse Mayra em inglês, após ser classificada. Cada uma das misses desse grupo se apresentou brevemente antes do corte seguinte da disputa. 

A brasileira chamou atenção da imprensa mundial com a apresentação de seu traje típico, inspirado em um beija-flor, feito pelos mesmos designers das fantasias da festa de Parintins. “Fiquei extremamente feliz com a repercussão, principalmente por poder representar a cultura do meu estado e Parintins, que conta artistas tão talentosos, como Helerson da Maia que criou meu figurino”, disse à Folha.

Mayra Dias, a miss Brasil, compete no Miss Universo 2018 em Bangkok, na Tailândi
Mayra Dias, a miss Brasil, compete no Miss Universo 2018 em Bangkok, na Tailândi - Lillian Suwanrumpha/AFP

Pela primeira vez o concurso realiza um corte setorizado por continentes. O time de vinte misses semifinalistas foi formado por quatro grupos de cinco, sendo o primeiro de beldades da África, Ásia e Oceania; o segundo da Europa; o terceiro das Américas; e o quarto um grupo escolhido pela organização.

A espanhola Angela Ponce, 26, a primeira transgênero a participar do Miss Universo, não se classificou. Em sua homenagem, foi exibido um vídeo sobre sua trajetória, e a miss desfilou no palco sozinha.

Já a Miss EUA, Sarah Rose Summers, 23, foi responsável pela polêmica da edição, ao postar vídeo em suas redes sociais no qual aponta que algumas concorrentes, como a Miss Camboja, não falam inglês e estariam se sentido isolados por não conseguir se comunicar com ninguém. Ela foi apontada como xenófoba.

Competição renovada

O Miss Universo chegou à sua 67ª edição com fôlego renovado. Desde que o americano Donald Trump vendeu os direitos do concurso para a IMG, em 2014, o evento tenta adotar formato mais dinâmico e inclusivo.

Pela primeira vez, a bancada de jurados que elege a vencedora foi 100% feminina.

Outros elementos incorporados nos últimos anos são a escalação do humorista americano Steve Harvey na apresentação, o destaque para misses mais gordinhas e a abertura para candidatas transexuais. 

Também reforçaram o itinerário anual do país sede e o das vencedoras: as últimas foram para África do Sul, França, Filipinas e Colômbia. Para se ter uma ideia, de 2005 a 2014, oito das dez vencedoras eram do continente americano, sendo seis delas latinas.

Confira abaixo a lista do top 20:

África, Ásia e Oceania

África do Sul, Tamaryn Gray, 24
Filipinas, Catriona Gray, 24
Nepal, Manita Devkota, 23
Vietnã, H’Hen Nie, 26
Tailândia, Sophida Kanchanarin, 23

Europa

Polônia, Magdalena Swat, 27
Bélgica, Zoë Brunet, 18
Reino Unido, Dee-Ann Kentish Rogers, 25
Hungria, Eniko Kecskes, 21
Irlanda, Grainne Gallanagh, 24

Américas

Curaçao, Akisha Albert, 23
Costa Rica, Natalia Carvajal Sanches, 28
Canadá, Marta Magdalena, 24
Porto Rico, Kara Ortega, 25
Jamaica, Emily Maddison, 19

Wildcard - escolhido pela oeganização

USA, Sarah Rose Summers, 23
Venezuela, Sthefany Gurierrez, 19
Indonésia, Sonia Fergina Citra, 26
Brasil, Mayra Dias, 27
Austrália, Francesca Hung, 24

 
 
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