'Vale Tudo' mantém tradição de autora e tem pouco improviso dos atores em cenas
Trama, assim como outros folhetins de Manuela Dias, tem seguido à risca o que é escrito para sequências
A nova versão de "Vale Tudo", que está no ar faz duas semanas no horário nobre da Globo, tem mantido uma curiosidade interessante das novelas escritas por Manuela Dias: o pouco espaço para os chamados "cacos", cenas não previstas no texto que saem de improviso.
Textos obtidos pela coluna foram comparados com o que foi levado ao ar até o momento. A produção, dirigida por Paulo Silvestrini, teve todo o seu texto falado por atores sem qualquer adição de palavras.
Os intérpretes foram rígidos neste sentido. É uma característica de Manuela Dias, mas não só dela. Walcyr Carrasco é outro autor que gosta de ter seu texto dito sem alterações e pede isso aos diretores de suas tramas.
O comportamento é diferente em relação a João Emanuel Carneiro, autor de "Mania de Você", por exemplo. O autor gosta e estimula o improviso dos atores escalados para as suas novelas.
Até o momento, "Vale Tudo" tem marcado médias entre 22 e 23 pontos de audiência na Grande São Paulo. O índice é acima e sua antecessora, "Mania de Você", mas abaixo do que a Globo espera.
"Vale Tudo" também está indo bem no Globoplay, o serviço de streaming da Globo. Desde o último dia 31, a novela foi o conteúdo on demand mais consumido desde sua estreia na plataforma.
O bom desempenho do remake impulsionou também a versão original da novela, produzida em 1988. A produção ficou entre as cinco novelas mais consumidas nessa última semana no serviço da empresa.
No decorrer do mês, a Globo espera que "Vale Tudo" ganhe mais espectadores, especialmente na última semana de abril, quando Odete Roitman, grande vilã da novela que será interpretada por Debora Bloch, vai passar a dar as caras na produção.
"Vale Tudo" só termina em outubro, quando dará lugar para "Três Graças", novela que marca o retorno de Aguinaldo Silva para a Globo.
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