De faixa a coroa

Miss Brasil Mundo terá pela 1ª vez representante de concurso da comunidade coreana

Com dez candidatas, Miss Coreia Brasil acontece neste sábado

Candidatas a Miss Coreia Brasil 2020 Divulgação

Pela primeira vez em sua história, o concurso Miss Brasil Mundo vai ter, neste ano, uma candidata eleita em um concurso 100% étnico. Será uma jovem de ascendências coreana, que ainda deve ser definida no Miss Coreia Brasil, que acontece na noite do próximo sábado (3).

“A vencedora será a representante da comunidade coreana do país no Miss Brasil Mundo. Estamos bastante felizes com a novidade”, comemora Henrique Fontes, diretor do CNB (Concurso Nacional de Beleza), que realiza o Miss Brasil Mundo, o Mister Brasil CNB, entre outros eventos.

Essa não é a primeira vez que o concurso flerta com misses de ascendência coreana. Em 2015, a paulistana Catharina Choi Nunes --filha de mãe coreana e pai pernambucano-- venceu o nacional e conquistou a faixa de melhor representante das Américas no Miss Mundo daquele ano.

Curiosamente, Choi também começou sua carreira nos certames de beleza no Miss Coreia Brasil, em 2013. A chance de disputar o Miss Brasil Mundo, no entanto, veio após conquistar o Miss Ilhabela.


“A ideia dessa ponte surgiu justamente da Catharina Choi Nunes, que teve muitas portas abertas pelo concurso, inclusive a participação no Miss Coreia e o título de Miss Brasil Mundo”, completa Fontes. “Temos poucas mulheres com ascendência asiática que se destacaram no mundo do entretenimento no Brasil, e acho que essa pode ser mais uma porta para abrirmos e derrubarmos mais uma barreira”.

O evento, que está em sua quarta edição, tem como objetivo celebrar a imigração, cultura e beleza da mulher coreana no Brasil. Por isso, entre os pré-requisitos para participar está ser coreana ou descendente de pai ou mãe coreanos, além de ser residente em terras tupiniquins. Assim, após o período de inscrições, o grupo de misses reuniu dez candidatas, que possuem entre 17 e 27 anos --idades limítrofes para a competição internacional.

“Hoje temos em média 60 mil coreanos vivendo entre nós, sendo 90% só em São Paulo. É um número forte, e eles são muito presentes no comércio paulistano, sem falar nas grandes empresas coreanas que atuam por aqui. Existe então uma representatividade muito grande e eu adoraria que uma miss de ascendência oriental vencesse o concurso. Isso mostra a diversidade de nossa cultura e nossa raça, que é bastante miscigenada”, diz Fontes.

No último final de semana, a organização reuniu o time de meninas com o corpo de jurados, para que fossem avaliadas durante as provas preliminares da disputa. Elas participaram de uma série de atividades recreativas em um resort no interior de São Paulo.

O resultado, porém, será revelado em um evento fechado, seguindo todos os protocolos de segurança por conta da pandemia da Covid-19, no hotel Renaissance, em São Paulo. A final será transmitida, ao vivo, pelo YouTube no canal oficial da produtora LL Entertainment.

O prêmio para a vencedora, além da chance inédita de disputar o título de Miss Brasil Mundo, é de R$ 5.000. A segunda e terceira colocadas também levam uma quantia menor para suas contas bancárias.

De faixa a coroa

Fábio Luís de Paula é jornalista especializado na cobertura de concursos de beleza, sendo os principais deles o Miss Brasil, Miss Universo, Miss Mundo e Mister Brasil. Formado em jornalismo pelo Mackenzie, passou por Redações da Folha e do UOL, além de assessorias e comunicação corporativa.
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