Colo de Mãe

Não é fácil sair de casa cansada, encarar trânsito e ter que ser plena no mercado de trabalho

Mesmo trabalhando fora, cargo de mãe é mantido em tempo integral

Mulher trabalhando com bebê
Fotolia

Eu sou mãe em tempo integral, embora trabalhe fora. Respeitadas as devidas proporções do que essa expressão visa representar, quero dizer que não dá para tirar a pele de mãe quando vou para o trabalho ou para cinema, bar, curso ou qualquer outra coisa que eu raramente faço. Justamente porque trabalho e sou mãe em tempo integral.

Eu tenho toda uma solidariedade com as mães que abrem mão da profissão ou do dia a dia no trabalho para ficar em casa com os filhos. Às vezes, também gostaria de ter tido essa opção. Mas é só às vezes. Gosto do que eu faço e respeito a minha escolha, sem culpas.

Mas confesso que há momentos bem difíceis de aguentar. Momentos em que a gente precisa trabalhar a mais (o que não representa, necessariamente, grana extra) por demanda do mercado de trabalho. Eu conheço bem o fardo da tripla jornada. E ter que parecer plena no mercado de trabalho não é nada fácil. Eu procuro sorrir. Procuro ser empática e solidária quando os colegas (homens ou mulheres) reclamam de cansaço, excesso de coisas para fazer, mau humores e carga horária. Nessas horas, penso: “Que bom que sou mãe e aguento”.

 
 


 

Colo de Mãe

Cristiane Gercina, 40, é mãe de Luiza, 12, e Laura, 7. É apaixonada pelas filhas e por literatura. Graduada e pós-graduada pela Unesp, é editora-assistente de Grana do jornal Agora, empresa do Grupo Folha. Quer ver o desenho do seu filho publicado na coluna? Envie-o para o e-mail colodemae@grupofolha.com.br com nome completo e idade da criança, nome e celular do responsável.

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