Cinema e Séries

Leandro Hassum é um cupido muito louco que vem do além no filme 'O Amor Dá Trabalho'

Comédia estreou nesta semana nos cinemas de todo o país

Cena de 'O Amor Dá Trabalho'
Cena de 'O Amor Dá Trabalho' - Divulgação
Caroline Feijó
São Paulo

Para fugir do inferno, o preguiçoso Anselmo, personagem de Leandro Hassum, 45, precisa trabalhar muito para unir novamente dois ex-noivos. É com esse enredo que estreou nesta quinta-feira (29) nos cinemas o filme nacional “O Amor Dá Trabalho”

No novo longa-metragem do diretor Ale McHaddo, o fantasma Anselmo retorna ao nosso mundo para unir Elisângela (Flávia Alessandra) e Paulo Sérgio (Bruno Garcia), casal separado há 12 anos. 

Para McHaddo, os bastidores foram tão engraçados quanto o próprio filme. “Mesmo nas filmagens de cenas técnicas, tudo rolava de um jeito descontraído. Acho que isso fica impresso no filme.”

Flávia Alessandra contou sobre a grande dificuldade de ignorar a presença de Hassum nas cenas com o fantasma. “O personagem dele está em outra dimensão, a gente não o vê e não o ouve, como se ele não estivesse ali. Porém, na gravação, existe aquela figura fazendo milhões de gracinhas, falando absurdos e improvisando, e você tendo que bancar que ele não existe. Então várias vezes não tinha jeito, não aguentava”, explicou a atriz, que admitiu cair no riso durante as filmagens.  

A intérprete de Elisângela revela que carregou um pouco da personagem para a vida pessoal. “Ela é uma empresária do ramo vegano, então passei a conhecer mais esse universo, respeitar mais e trazer para a prática”. Ela contou, ainda, que o alto astral e o romantismo são outros traços em comum. “A identificação é que a Elis é uma mulher pra cima, romântica. Eu acho que também sou. Ela é sonhadora, uma empreendedora que bate com um lado meu”, acrescentou. 

EXPERIÊNCIA EM ANIMAÇÃO

Este é o primeiro longa live action (animação com atores reais) de McHaddo. Antes, ele havia dirigido e produzido séries e filmes de animação o que, segundo Flávia, foi um conhecimento enriquecedor para o novo filme. “Os efeitos me surpreenderam, ficaram incríveis. Deve ser dessa experiência prévia dele.”

Esse não é o primeiro trabalho de McHaddo em parceria com Hassum. Na série “Osmar: a Primeira Fatia do Pão de Forma” (2013), dirigida e produzida por McHaddo, o comediante deu voz a uma baguete. Segundo Hassum, para aceitar um trabalho, é importante que a equipe tenha um tipo de humor semelhante.  

“Eu preciso trabalhar com um diretor que ache graça nesse tipo de humor mais popular, mais escrachado, exagerado e tudo mais”, contou o ator, que admitiu ter um tipo de humor específico, muitas vezes considerado exagerado, caricato. “O Ale se diverte com isso. Tivemos uma equipe muito entrosada, a preparação era simples, era chegar na cena e se divertir um com o outro e foi isso que a gente fez ao longo desses 45 dias”, completou.  

O filme reúne, em uma mesa celestial, grandes nomes do humor: Maria Clara Gueiros (Nossa Senhora), Dani Calabresa (Athena), Sérgio Loroza (Xangô), Victor Leal (Moisés), Marco Zenni (Buda), Bruno Sutter (Thor), Paulinho Serra (São Pedro) e Murilo Couto (Jesus). McHaddo conta que, para reunir tanta gente, foi preciso gravar de madrugada por incompatibilidade de agendas. 

Perguntado se já havia passado por alguma experiência sobrenatural, bem como seu personagem, Hassum foi direto: “Não e acho que eu me borrava todo. Deus me perdoe”. Já para Flávia, participar de um filme que aborda o outro mundo tende a aumentar a sensibilidade. “Quando a gente vive isso parece que fica mais sensitiva, mas o que a gente tinha no set era muito leve, divertido, então eu só via Hassum mesmo”, afirma.  

O elenco conta, ainda, com grandes nomes como Monique Alfradique, Helio de La Peña (conhecido pelo programa Casseta e Planeta), Falcão e a cantora Ludmilla.  

 
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