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Celebridades

Gabriel Godoy critica comédia sem reflexão: 'Besteirol pelo besteirol'

Ator está no filme 'Doce Família' e aponta 'opressão' do governo atual com artistas

O ator Gabriel Godoy Folhapress

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São Paulo

Para o ator e humorista Gabriel Godoy, 38, continuar sendo artista no Brasil é o mais puro ato de resistência. Para ele, a arte, seja no audiovisual, no teatro ou até mesmo na televisão, faz a sociedade refletir e debater, o que pode ser contra as vontades do governo. "Ser artista no nosso país, com esse governo e com a pandemia, é a essência da profissão desde sua origem: persistência e coragem."

No elenco da comédia "Doce Família", protagonizada por Mariana Xavier, o artista diz que o humor é uma grande ferramenta para provocar esses questionamentos, e usa de exemplo o longa-metragem em produção –que aborda gordofobia e pressão estética, em especial com as mulheres. "Fico muito preocupado com a proposta de reflexão das comédias, já que sua função é provocar um debate social."

Ele ressalta que o audiovisual brasileiro chega a "perder a mão" em filmes nacionais de humor, e acaba "gastando energia em roteiros que não vão para lugar nenhum, ficam no besteirol pelo besteirol". Além disso, o ator também comenta que a arte tem uma função política, que pode até mesmo incomodar o governo. "Justamente por isso que estamos sendo tão oprimidos."

"Esse governo que não quer investir e não gosta de cultura e do que ela provoca, mas somos um exército forte combatendo isso", completa ele, dizendo que existem muitos artistas liderando esses movimentos. "O que eles [governadores] querem são pessoas surdas, cegas e que não pensem. E nós queremos que a sociedade pense através da arte", completa, em entrevista concedida ao F5 nos bastidores do set de filmagens de "Doce Família".

O ator ainda afirma que poder voltar às produções traz um misto de alegria e medo, devido aos casos de Covid-19. Apesar da insegurança, ele diz que o audiovisual é um ambiente extremamente seguro e que outros colegas de classe, como artistas do teatro, circo e dança, foram mais afetados pelo distanciamento social.

Para o futuro, Godoy diz ter esperança em tempos de mudança, principalmente para os artistas. "No ano que vem vamos ter um governo que vai dar as mãos para a gente, e vamos poder voltar a fazer arte como a função tão importante que ela tem na sociedade."

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