Celebridades

Elton John declara apoio a Clooney após ator pedir boicote a hotéis de luxo de Brunei por lei anti-gay

Novo código penal do país asiático deve vigorar a partir de quarta-feira

George Clooney e Elton John
George Clooney e Elton John - Jean-Baptiste Lacroix e Anne-Christine Poujoulat / AFP
Londres

O cantor britânico Elton John, 72, expressou apoio ao boicote convocado pelo ator americano George Clooney, 57, contra os hotéis de luxo de propriedade do sultanato de Brunei, devido ao plano do país asiático de impor a pena de morte a pessoas que tiverem relações homossexuais ou cometerem adultério.

O cantor de “Your Song” e “Candle in the Wind”, que se casou com seu companheiro, David Furnish, em 2014, felicitou no Twitter o ator “por ter se posicionado contra a discriminação anti-gay e o sectarismo que impera no país de Brunei —lugar onde os homossexuais são brutalizados, ou pior— ao boicotar os hotéis do sultão”.

A homossexualidade já é ilegal neste pequeno sultanato, mas agora será castigada com a pena de morte —a lei se aplica apenas aos muçulmanos. A ideia de Brunei é implementar um novo código penal, que também incluirá a amputação de uma mão ou um pé por roubo, a partir de quarta-feira (3).

Brunei anunciou as medidas pela primeira vez em 2013, mas sua implementação foi adiada enquanto as autoridades trabalhavam em detalhes práticos e em razão da oposição de grupos de direitos humanos. 

A Companhia de Investimentos de Brunei é dona de nove hotéis nos Estados Unidos e na Europa, incluindo o Beverly Hills Hotel, o Dorchester em Londres e o Plaza Athénée em Paris.

“Toda vez que nos hospedamos, ou conduzimos reuniões, ou jantamos em qualquer um desses nove hotéis estamos colocando dinheiro diretamente nos bolsos de homens que escolhem apedrejar e chicotear até a morte seus próprios cidadãos por serem gays ou acusados de adultério”, afirmou Clooney em um artigo publicado no site Deadline.com.

Vencedor de dois Oscars, o ator é conhecido por seu ativismo político, especialmente por sua campanha para chamar a atenção para o conflito na região sudanesa de Darfur. 

AFP
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