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colunistas - renato kramer

"No início os Beatles eram bregas, com o Calypso foi a mesma coisa", diz Chimbinha

23/04/2012 - 08h36

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DE SÃO PAULO

"A Banda Calypso vai virar filme", comentou a jornalista Marília Gabriela no início de sua entrevista com Joelma e Chimbinha, os protagonistas da banda no "De Frente Com Gabi" (SBT) deste domingo.

"E era a atriz Mariana Ximenes que ia fazer o teu papel?", perguntou logo a apresentadora para Joelma. "No início era, mas a Mariana vai ter compromisso com uma novela na Globo e não vai poder fazer. Então convidaram a Deborah Secco, de quem eu sou fã...e está quase certo!", confessa a cantora feliz da vida.

"E quem vai fazer o Chimbinha, o Daniel de Oliveira?", pergunta Gabi. "Não, ele também vai estar numa novela... ainda não está definido quem vai ser", responde o próprio Chimbinha.

O Pará tá na moda, agora", comenta Gabi. "É, o governo tá ajudando um pouco...mas só quem eles querem", esclareceu Chimbinha.

O filme vai contar desde a infância de vocês? E como foi a sua infância, Joelma? Pergunta a apresentadora sem fazer rodeios.

"A minha infância foi difícil. Éramos em nove irmãos e fomos criados só pela minha mãe. Meu pai um dia saiu pra trabalhar e nunca mais voltou", conta Joelma com certa mágoa na voz. Eu tinha uma revolta muito grande com o meu pai. Ele batia muito na minha mãe... batia nos meus irmãos com fio elétrico...". "E nunca mais se viram?" indaga a jornalista. "Nunca. Só quando fiquei famosa!", conta Joelma com um riso sofrido,

"E como foi esse reencontro? " instiga Gabi. "Não foi. Ele foi direto pra televisão fazer um depoimento, se fazendo de vítima", conta a cantora um tanto a contragosto.
"Como é que você se envolveu com a música?", mudou estrategicamente de assunto Marília Gabriela. "A mãe era gerente regional da Assembleia de Deus e eu cantava na igreja. Eu era movida à música. Quando eu não tava ouvindo música, eu tava cantando! Gostava da 'Bárbara Straisse'", informa Joelma.

Gabi: "eu ouvi dizer que vocês são loucos um pelo outro? Joelma: "é verdade!". Gabi: "a chama ainda está acesa?" Joelma: "há quatorze anos, graças a Deus!".

"A Banda Calypso também foi muito criticada no início...", cutuca Gabi. "Tudo o que chega de 'novo' é criticado --pode ser bom, médio ou ruim - todos criticam", desabafa Chimbinha. "Quando surgiram os Beatles, eles eram bregas, porque o Frank Sinatra é que era legal. Com o Calypso foi a mesma coisa. Criticavam a roupa da Joelma e a música que era brega. Agora a roupa dela é copiada e a música do Calypso é muito boa!", conclui o músico.

"Por que 'Chimbinha'?, quer saber Gabi. Joelma se diverte: "ah, agora conta!". Chimbinha, todo tímido, explica que quando adolescente era ainda mais tímido. Na verdade o apelido veio de 'bichinha', já que ele se mostrava resistente em chegar nas meninas que o paqueravam. Os amigos, para aliviarem a dele, começaram a chamá-lo de 'chimbinha', que seria entendido só pela turma que era o contrário de 'bichinha'. Coisas da tenra idade.

"Virtude, Joelma?". "Minha fé". "Defeito, Chimbinha?". "Ser perfeccionista demais". "Medo"? Joelma: "de fazer algo errado!". Chimbinha: "de fazer alguém sofrer". "Fama, Joelma". "O trabalho tem que ser mais importante do que a fama". "Dinheiro, Chimbinha?" "Um mal necessário". "Sonho?". "De ver meus filhos seguindo a carreira que eles amam", diz Joelma. "Ter as minhas guitarras, os instrumentos que eu sempre quis ter --um sonho realizado", diz Chimbinha. "O seu luxo?" "As minhas roupas de show!", responde rápido a cantora Joelma. "Os meus instrumentos", insiste o guitarrista Chimbinha.

Projetos? "Breve estaremos lançando um DVD gravado em Angola e já estamos preparando o novo CD de carreira --volume 18!", informa Chimbinha. "E o filme vem aí, hein?!", lembra Joelma eufórica.

"Sucesso --se é que é possível ter mais!", deseja-lhes Marília Gabriela, encerrando a entrevista.

Renato Kramer

Natural de Porto Alegre, Renato Kramer formou-se em Estudos Sociais pela PUC/RS. Começou a fazer teatro ainda no sul. Veio para São Paulo e ingressou na Escola de Arte Dramática (USP), formando-se ator. Escreveu, dirigiu e atuou em diversos espetáculos teatrais. Fez algumas colaborações para a Ilustrada e, sempre a convite, assinou a coluna Antena, da "Contigo". Nesse meio tempo, fez crítica de teatro para o "Jornal da Tarde" e na rádio Eldorado AM. Mais recentemente foi colunista da Folha.com, comentando o BBB11. Atualmente, além de atuar, cursa Filosofia.

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