Televisão

Alex Escobar diz que Fantástico é a maior vitória profissional e está pronto

Ele vai dar sua cara aos Cavalinhos em 2022 e garante que a música a quem fizer três gols seguirá

Alex Escobar substitui Tadeu Schmidt na cobertura esportiva do Fantástico João Cotta/Globo

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São Paulo

Foi com um tapinha nas costas e um breve papo ao pé do ouvido que o narrador e apresentador do Globo Esporte Rio, Alex Escobar, 47, soube que o momento dos gols do Fantástico seria dele com a saída de Tadeu Schmidt, 47, para o Big Brother Brasil.

Naquele momento, um filme passava pela cabeça de Escobar, um profissional que saiu do subúrbio do Rio de Janeiro e hoje, após quase 20 anos de emissora, celebra o que ele chama de "maior vitória profissional".

"Em questão da expectativa eu até pensei honestamente que poderia sobrar para mim [assumir o posto na revista eletrônica], mas não tive ansiedade. Estou no Globo Esporte Rio tranquilo", conta ele sobre o vespertino que comanda há 11 anos.

E a estreia dele no comando do quadro dos tradicionais Cavalinhos acontecerá já neste domingo (21). Segundo o apresentador, as mudanças e a sua personalidade só serão vistas na atração a partir de 2022.

"Não será momento de inventar. Essa ansiedade vai passar, e ano que vem certamente e naturalmente o quadro vai ganhar mais a minha cara sem afobação para ser diferente", conta.

Alex Escobar se destacou na emissora, nas narrações de futebol e nas transmissões dos desfiles de escolas de samba pela irreverência, algo que deverá ser mantido no momento de desafogo do Fantástico. Muita gente aguarda pelos gols para respirar em meio às notícias duras.

Certo de que recebe uma ótima oportunidade, ele acrescenta que deseja fazer história no quadro, se possível "até os 80 anos". "Quando olho para trás, vejo o tamanho da vitória que é estar no Fantástico hoje. É muito mais do que sonhei, mas não por isso acho que não mereço. Tenho trabalhado para caramba e com alegria."

Qual foi sua reação ao saber da saída do Tadeu do Fantástico?
Sou uma pessoa que não gosto de fazer planos, sou focado no dia seguinte, no próximo degrau. Quando soube que ele sairia do comando, primeiro achei um tiro certíssimo. Ele é o cara certo para estar lá no Big Brother Brasil. Em questão da expectativa eu até pensei honestamente que poderia sobrar para mim [assumir o posto na revista eletrônica], mas não tive ansiedade. Estou no Globo Esporte Rio tranquilo.

Como veio o convite para o quadro dos Cavalinhos?
O convite veio de maneira informal. Um dos diretores me viu pelos corredores da Globo, encostou do meu lado e disse que o Fantástico seria meu. Falou para eu ficar na minha. E com a confirmação fiquei feliz. Fantástico é grande demais, tem relevância. O Tadeu deixa um legado na forma de fazer. As pessoas esperam os gols para ver a maneira como ele conta. Quadro de sucesso e estar ali é uma satisfação enorme profissional.

Vai acumular as funções do Fantástico com o GE?
Vou conciliar sim, a gente acordou que eles [diretores da emissora] me darão algumas sextas livres, folgarei todo sábado também, está tranquilo. Considero a minha história no Globo Esporte Rio parecida com a do Tadeu no Fantástico. Já estou lá faz 11 anos, é minha casa.

Pretende dar outra cara ao quadro? Tem liberdade para criar?
Temos três domingos pela frente até o final do ano. Não será o momento de inventar, colocar minha personalidade. Pretendo manter o que o Tadeu vinha fazendo no início. Com o passar do tempo, vou procurar o melhor tom, algum texto que se enquadre. Entrosamento com cavalinhos já tenho, ando conversando com os atores e vai ser tranquilo. Então essa ansiedade vai passar, e ano que vem certamente e naturalmente o quadro vai ganhar mais a minha cara sem afobação para ser diferente.

O que representa para você estar no Fantástico?
É muito grandioso, é minha maior vitória profissional. Degrau mais alto que eu cheguei e isso me orgulha muito. Sou apaixonado pelo que eu faço. No início, não sou ansioso por oportunidades ou por apresentar projetos, costumo fazer o meu direitinho diariamente. Mas quando você vê que os caras confiam em vc é muito bom.

Nunca sonhou com isso?
É mais do que sonhei. Me sinto pronto. Estou na TV há 18 anos e me sinto maduro para pegar essa responsabilidade. Estou muito feliz de estar ali e me dá segurança, só quero ser feliz e fazer. Não quero pensar lá na frente que fiquei tenso numa oportunidade dessas.

Você sempre foi irreverente. Isso te ajudará agora?
Na verdade eu tive liberdade lá atrás quando começou essa mudança do tratamento do esporte indo mais para o entretenimento, ganhei liberdade de ser eu mesmo e isso é confortável. Muito se falava naquele início: ‘ah, tem que fazer graça no esporte’. Eu repudio. A questão é que quem trabalha com esporte pode ser mais natural, não fazer humor, mas algo bem-humorado.

Como analisa sua trajetória na Globo até hoje?
Não quero ser piegas. Mas a minha história é essa. Sou de Bangu, no subúrbio do Rio de Janeiro, e de fato quando a gente é criado lá começa o jogo 20 casas atrás. Há pouco acesso à cultura, às melhores escolas, apesar de Bangu ter se desenvolvido. Mas na minha época não tinha nem shopping. Meu sonho lá atrás era trabalhar em rádio e consegui isso em 2000 [programa Rock Bola da Rádio Cidade]. Estava felizão lá, cheguei onde queria. A TV veio naturalmente e quando entrei tinha pensamento de curtir. E foi assim quando entrei como comentarista, depois no Bom Dia Brasil e no Globo Esporte. Quando olho para trás, vejo o tamanho da vitória que é estar no Fantástico hoje. É muito mais do que sonhei, mas não por isso acho que não mereço. Tenho trabalhado para caramba e com alegria.

Te agrada a ideia de ficar muitos anos na revista eletrônica?
Se eu ficar muitos anos lá estarei alegre demais. Sempre assisti, e fazer parte é demais. Quero ficar até os 80 anos lá.

A regra dos três gols pede música vai continuar?
A regra dos três gols vai continuar. Só vou tentar evitar os bordões que o Tadeu consagrou. Se o fizesse seria o mesmo que voltar a narrar futebol e usar o ‘Sai que é sua’ do Galvão. Isso vou ter cuidado. Mas quem fizer três gols vai pedir música, os cavalinhos, isso é inegociável. E ele [Tadeu] achou o máximo. Não foram poucas as criações do Tadeu.

Pensa em agradar a criançada no quadro?
Tenho essa preocupação já no Globo Esporte, não só em comunicar às crianças como para todos, às donas de casa, ao cara que está almoçando, às senhoras. Essa é a missão da TV aberta. O cara que é aficionado por esportes assiste ao SporTV. Os cavalinhos são lúdicos e têm a simpatia de todos. Estamos pensando em coisas que as crianças vão gostar em 2022.

E por fim, onde se vê e o que almeja para os próximos 10 anos?
Almejo continuar onde eu estou. Pode parecer: ‘poxa, não deseja algo maior?’. Se pintar ficarei feliz. Mas se não rolar tudo bem, estou numa posição muito legal e isso não é se acomodar. Desejar ficar onde está é reconhecer a importância do local.

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