Televisão

Porchat diz que seu novo programa é alternativa na TV atual, onde 'é tudo Bolsonaro e lacração'

Com sucesso de Que História É Essa, Porchat?, ele recebe histórias de artistas pelo WhatsApp

Marcos Veras, Cláudia Raia e Ney Latorraca no Que História É Essa - Divulgação
São Paulo

O apresentador Fábio Porchat, 36, está feliz da vida com o sucesso que o programa Que História É Essa, Porchat? vem conseguindo no GNT. A atração é a mais vista no app Globosat Play e o conteúdo viraliza nas redes sociais com facilidade, com as histórias de famosos e anônimos.

Não bastasse isso, o programa está cotado para ir para a grade da Globo em 2020.

Para Porchat, o programa é leve e vai na contramão de tudo o que existe na televisão. “Eu estava torcendo para que fosse sucesso. Eu tinha palpites de que as pessoas estavam cansadas de ver todo mundo lacrando o tempo todo. Começou a ser só isso. E achei que estava incomodando. Então, quis fazer um programa leve. Hoje em dia, tudo acaba em Bolsonaro e lacração”, define.

O projeto é dele mesmo, que não para um minuto de pensar em conteúdos novos para tentar emplacar. Justamente por isso que, segundo o ator, dá um gostinho a mais ver a repercussão positiva.

“Gosto de tentar ir na contramão. Todo mundo tem talk show, então queria ir por outro espaço. Foi assim com Porta dos Fundos, com o stand-up comedy lá no início. Prefiro olhar o lado onde a coisa não está acontecendo.”

Fábio Porchat conta que o projeto, quando apresentado ao GNT, foi aceito de primeira. Porém, houve uma certa desconfiança se que aquele formato vingaria. “No início a reação era tipo: ‘é só história mesmo? Não vai ter game ou disputa pela melhor história?’. E não. Foi a simplicidade dele que o fez dar certo”, opina.

As histórias contadas tanto pelos artistas quanto pelos anônimos são escolhidas a dedo e precisam ser detalhadas ao extremo. Porchat explica que a triagem dos contos é feita por ele mesmo. “Eu peço para os artistas mandarem duas histórias por WhatsApp para mim. Tem umas que eu já conheço, como as histórias do Paulo Vieira e a do Lúcio Mauro Filho. Mas tem que saber contar em detalhes”, diz.

Ele completa sobre um fato curioso que tem acontecido. “Agora que as pessoas já conhecem o programa elas me mandam histórias sem eu pedir”, diz ele. Dentre as artistas que o procuraram para contar ‘causos’ estão Sabrina Sato, Xuxa e Fafá de Belém.

“O melhor do Que História É Essa é que eu posso repetir convidado, não tem prazo de validade. É inesgotável. E os anônimos, muitos eu conheço e indico. O cara que mordeu um assaltante, por exemplo, é meu maquiador”, diverte-se ele ao relembrar uma de suas histórias preferidas.

O Que História É Essa, Porchat? voltará com novos episódios em março e a atração ficará no ar até dezembro. 

E já há pessoas que estão mandando histórias delas pelo Twitter. “Mas costumo perguntar para a plateia na hora quem tem uma boa para contar.”

Porchat conclui relembrando quais as histórias mais bacanas que já passaram pelo programa na opinião dele. “A do Kiko Mascarenhas foi muito engraçada. Ele estava com dor de barriga e foi fazer necessidade no jardim de uma senhora. Uma do Lúcio Mauro Filho é ótima, pois tem drama e ação”, relembra, sobre a trama em que Lucinho levou sua família para ver pinguins na Patagônia.

Entre os anônimos a mais imbatível na visão dele é a da moça que contou ter entrado sem querer em uma festa na casa do Luciano Huck.

Para 2020, Porchat terá ainda mais trabalho. Ele lançará a quinta temporada do programa Porta Afora, no Multishow, filmará o primeiro longametragem pela Netflix, fará mais um especial de Natal para a plataforma e mais esquetes do vencedor do Emmy Porta dos Fundos no YouTube. “Dormir só as quartas-feiras “, encerra o humorista.

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