Televisão

Em sua primeira novela, Camila Márdila diz que recebeu vários 'não' até se encontrar na carreira

Atriz é a Amanda de 'Amor de Mãe', que fará parte do núcleo dos ativistas ambientais

Camila Márdila é Amanda na novela

Camila Márdila é Amanda na novela "Amor de Mãe" (Globo) Victor Pollak/Divulgaçãio

Rio de Janeiro

No ar em “Amor de Mãe” como a jovem Amanda, que termina o namoro com Danilo (Chay Suede) logo no início da trama, a atriz Camila Márdila, 31, adianta que alguns mistérios de sua personagem virão à tona na novela das 21h da Globo.

“Ela é uma jovem destemida, corajosa. Sua vingança acontece por um laço familiar. Amanda guarda um rancor que vai conduzir as ações e relações dela dentro da novela (...) Para alguns ela pode ser considerada uma vilã, mas no contexto que vivemos no mundo, a considero uma grande heroína.”

Na trama, a justificativa de Amanda para o término do relacionamento com Danilo é a imaturidade do rapaz, criada e alimentada pela superproteção de sua mãe, Thelma (Adriana Esteves).

“Enquanto ela é uma personagem que passou por um salto, que está mais avançada no mundo e com ideias mais claras do que quer da vida, o Danilo está tentando se descobrir”, explica Márdila.

Amanda também fará parte do núcleo dos ativistas ambientais, protagonizado por Vladimir Brichta, 43, que interpreta o biólogo e ambientalista Davi, cujo principal objetivo é preservar a última parte não poluída da Baía de Guanabara, no Rio.

“A questão dela se envolver com o grupo do ativismo ecológico vai deixá-la muito próxima ao Davi. Eles compartilham os mesmos ideais e crenças. Pode ser que role algo entre eles”, entrega.

Na atual fase da trama, Davi está envolvido com Vitória (Taís Araujo), com quem vai ter um filho.

Bastidores e dedicatória à mãe

Dedicada ao teatro desde a infância, Camila Márdila, que fez faculdade de Comunicação Social antes de ingressar profissionalmente no universo artístico, diz que recebeu muitas negativas até conseguir o papel atual na novela de Manuela Dias.

“Brasília, onde eu morava, era um lugar em que a vida cultural era mais estancada. Eu não tinha contatos, não tínhamos condições financeiras para ir para outras cidades. Eu fazia muitos testes para publicidade por lá mesmo e era negada em absolutamente todos. Isso deixava minha mãe triste, mas eu entendia que meu trabalho seria valorizado quando fosse a hora”, conta.

Márdila relembra que quando conseguiu juntar dinheiro para tentar a vida artística no Rio de Janeiro, a carreira começou a andar.

“As coisas foram acontecendo na medida que do meu crescimento e da maneira como vislumbrei desde muito nova. O reconhecimento no cinema, no teatro e agora fazendo a minha primeira novela com uma personagem potente desse jeito. Foi como eu sonhei”, afirma ela, que ganhou destaque no cenário audiovisual em 2015, quando recebeu, ao lado de Regina Casé, o prêmio especial do júri no Festival de Sundance (EUA) como melhor atriz, em 2015, pelo filme “Que Horas Ela Volta?”.

Em 2016, estreou na TV aberta na minissérie “Justiça”.  

“No Festival de Sundance tinham atores e atrizes consagrados, como Nicole Kidman. O prêmio que eu e Regina Casé ganhamos virou uma comoção, porque ele nem existia. Foi criado para nós. Eu não esperava. Só fui para a premiação porque o meu irmão bancou a passagem”, revela.

Sem acanhamento, a atriz afirma que nunca conseguiu se sustentar totalmente com arte. “Muitos atores se sustentam do cinema, mas é um perrengue grande. O teatro nem se fala. É cada vez mais massacrado. A televisão é quando a gente tem um pouco a oportunidade de pensar que pode pagar suas contas direitinho por uns meses.”

Camila diz que dedica “Amor de Mãe”, sua primeira novela, para sua mãe, Maria dos Remédios. “Vejo uma mistura muito forte das personagens da Adriana Esteves e da Regina Casé na minha mãe. Em muitos momentos existiu uma superproteção, como acontece com Thelma. Ela chora muito, é emotiva. Ao mesmo tempo ela tem a fibra da Lurdes. Uma mulher forte e capaz de matar e morrer pelos filhos. Ela tem essa veia nordestina muito forte”.
 

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