Celebridades

'Não tenho a menor chance', diz Regina Casé sobre boatos de Oscar

Escolhido como um dos cinco melhores filmes de língua estrangeira de 2015 segundo a National Board of Review, o longa "Que Horas Ela Volta?" fez Regina Casé se lembrar de que também era atriz.

Há cinco anos no comando do "Esquenta" (Globo), a apresentadora conta que recebeu inúmeras mensagens de famosos e anônimos elogiando sua interpretação no filme de Anna Muylaert, o qual lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no festival de Sundance, categoria criada especialmente para prestigiar sua atuação.

"Todas as pessoas que eu conheço que foram assistir ao filme e mesmo as que eu conheço superficialmente, como uma pessoa que me atendeu na loja até a Fernanda Montenegro, Wagner Moura, e até artistas com quem nunca troquei uma palavra. O Murilo Benício, por exemplo. Ele catou meu telefone e escreveu uma mensagem de três páginas e todo mundo que é ator escreveu e escreveu longamente, muito tocado. Tenho vontade de fazer um livro com cada mensagem!", se empolga, em entrevista ao "F5".


"Que Horas Ela Volta?" foi escolhido para ser o representante brasileiro na disputa pelo Oscar de melhor filme em língua estrangeira e comenta-se sobre uma possível indicação de Regina Casé para a categoria de melhor atriz —ela duvida. Não que não acredite no próprio trabalho, mas analisa que a indústria cinematográfica americana é muito mais poderosa em termos de divulgação.

"Fico contente em ver que estou em muitos prognósticos, mas na minha frente tem Cate Blanchett e, atrás de mim tem Julianne Moore. Quando começo a ler aquilo, não acho que eu tenha a menor chance", se desanima. "Se eu fosse americana, falasse inglês e tivesse feito esse filme, acho até que eu ganhava, por que teve muito impacto. Mas a campanha que a gente faz tem um anúncio numa revistinha. Lá tem a Miramax, a Sony, são gigantescos e com uma máquina para fazer as pessoas assistirem aos filmes. De 100 pessoas que vão votar, talvez umas dez tenham assistido ao filme. Talvez elas gostem e façam com que as outras 90 assistam", aposta.

"Mas é tão bacana ler os comentários, os prognósticos. A gente ri para caramba. Falo: 'coitada da Meryl Streep'. Acho muita graça com essa lista eu, Cate Blanchett e Julianne Moore", dá risada.

Prêmios à parte, é certo que a apresentadora pensa em investir mais na carreira de atriz em 2016. Novelas não estão em seus planos, por causa da longa agenda de gravação. Ela, inclusive, recusou um papel em "Haja Coração", próxima novela das 19h, por que não poderia conciliar com as gravações do "Esquenta". Seu foco agora é voltar aos palcos.

"Tenho vontade de fazer teatro. É de onde eu vim. Fiquei 15 anos só fazendo teatro no 'Asdrúbal Trouxe o Trombone'. Gostaria de continuar fazendo cinema, mas acho que o teatro seria uma coisa que, se eu voltasse a fazer agora, com tudo isso que aprendi viajando pelo Brasil, eu traria outro tipo de relação e emoção ao vivo", pondera.

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