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Com Follmann favorito, PopStar termina com surpresas, ritmo variado e audiência patinando

'Se a gente entrar sabendo quem vai ganhar, não tem graça', diz Taís Araujo

Taís Araujo com os finalistas do PopStar

Taís Araujo com os finalistas do PopStar João Miguel Jr./ Globo

São Paulo

PopStar chega ao fim neste domingo (29) com algumas surpresas e com competidores explorando ritmos bem diferentes para buscar a vitória e o prêmio de R$ 250 mil. A disputa agora está entre Danilo Vieira, Eriberto Leão, Helga Nemeczyk, Jakson Follmann, Totia Meireles e Yara Charry.

O ex-goleiro da Chapecoense Jakson Follmann, 27, que poderia ser considerado uma das surpresas pela falta de familiaridade com o palco e com as câmeras, foi o primeiro a se classificar para a final, após passar quase todo o programa entre as primeiras colocações. "Não imaginava isso não", afirma ele. 

"Meu intuito era mesmo me apresentar bem, achar uma performance bacana. Meu objetivo sempre foi me superar, já que eu sei que meu maior concorrente sou eu mesmo. Eu nunca tinha participado de nada assim, é tudo muito novo, desafiador, mas, graças a Deus, está dando tudo certo, estou superfeliz."  

Também fora do meio artístico, o jornalista Danilo Vieira é a outra surpresa dessa final. Depois de ficar na última colocação no início do programa, ele confessa que não gostou de suas primeiras apresentações, mas se manteve firme na competição por conta das notas do público de casa. 

"Tive que buscar uma coragem e uma desenvoltura que acho que ainda não tenho, mas que estou no caminho para conquistar. Acho que a busca por saber que você não é o melhor, nem vai ser, faz a gente poder melhorar sempre", afirma Vieira, que garante ter melhorado a técnica de suas rodinhas de violão. 

 

Os outros finalistas, além da intimidade com as câmeras, já tinham no currículo alguns desafios musicais, como a atriz Totia Meireles, 61, que fazia musicais há 30 anos. Helga Nemeczyk, 39, e Yara Charry, 22, também cantavam em peças teatrais, enquanto Eriberto Leão, 47, teve uma banda na época de escola.  

"Eu cantei um pouquinho em ‘Malhação’, mas nada que se compare ao programa. Estou muito animada por ter chegado até aqui. Trouxe canções em francês porque essa é a minha essência. Sou 100% eu no PopStar. E este é o legal do programa: não criar um personagem, não imitar ninguém", avalia Yara.  

A atriz não revela se voltará a cantar em francês na final, mas o público pode esperar um repertório bem diversificado. Follmann, por exemplo, afirma que ficará sim dentro do sertanejo, que ele mostrou ter familiaridade. O mesmo deve acontecer com o rock apresentado por Eriberto desde o início do programa. 

"O que era para arriscar eu já arrisquei, mas meu estilo é mais sertanejo, mais raiz. Não importa o que eu vou cantar, sempre vai ter meu estilo, um sertanejinho", afirma Follmann, que enumera e diz que por cinco vezes não optou pelo sertanejo no programa, como em "É Preciso Saber Viver" e "Menina Veneno". 

Taís Araujo, que faz seu segundo ano como apresentadora afirma que perdeu aquela sensação de novidade, mas que ainda segue aprendendo. Segundo ela, esse processo deve durar anos e anos ainda. "Tem sido interessante por estar afinando o que precisa, melhorando o que precisa melhorar", afirma ela, que também vibra com a surpresa de cada domingo: "Se a gente sabe quem vai ganhar, não tem a menor graça. Follmann eu não sabia que cantava tão bem, a Babi eu não sabia que cantava tão bem, a Yara..."

A Globo não informou o desempenho do programa, que encerra sua terceira temporada neste domingo (29) com audiência irregular. Na edição do dia 8 de dezembro, por exemplo, o musical marcou 9 pontos, ficando atrás do filme "Jack: O Caçador de Gigantes", na Temperatura Máxima, que foi exibido depois do reality e marcou 12,5 pontos na Grande SP, de acordo com dados do Kantar Ibope –cada ponto corresponde a 73 mil domicílios). Na edição de 2018, o reality teve média de 12 pontos, e sagrou Jeniffer Nascimento campeã.

TROPEÇOS E HISTÓRIAS DE VIDA

Com um elenco mais maduro do que os dos anos anteriores, o PopStar teve nomes fortes da TV brasileira que acabaram caindo no decorrer da temporada. Foi o caso do ator Marcelo Serrado, que havia recusado convite nas duas temporadas anteriores, e das atrizes Letícia Sabatela, Claudia Ohana e Nany People

Essa última deixou o programa no último domingo, junto de Robson Nunes e George Sauma. Babi Xavier, que surpreendeu ao longo da temporada pela potência de sua voz, deixou o PopStar na semana anterior, após cantar "Nós", de Cássia Eller, com direito a uma coreografia de flamenco. 

A saída da atriz foi apontada por Taís Araujo como uma das eliminações surpreendentes que aconteceram ao longo do programa, assim como a de Marcelo Serrado e Claudia Ohana.  "Esse programa está uma loucura, nada é previsível. Já Follmann finalista, ela afirma que já esperava sim. 

"Ele canta bem, canta bonito, tem uma história de vida e de superação incrível, que faz parte do jogo também. A jornada da pessoa, a vida da pessoa importa. Não é um programa sobre a melhor voz, é um programa sobre a melhor jornada. E ele, a gente não pode negar que tem uma jornada linda, especial."   

O atleta, que sobreviveu ao acidente aéreo que matou 71 pessoas, incluindo jogadores e comissão técnica do time, em novembro de 2016, concorda que sua historia é "marcante, fora do normal", mas ressalta que nunca se vitimizou ou usou essa parte de sua vida para sensibilizar o público. 

"Se fizesse isso [se vitimizar] não conseguiria ser eu mesmo. Quero mostrar meu canto, a pessoa humilde e sincera que sou", afirma Follman. Ele já tinha afirmado, no início do programa, que a música foi de extrema importância em sua recuperação após o acidente, que levou a perda da perna direita. 

"O PoStar é tão legal porque ele está além da competição. Ele é sobre relação, sobre o caminho que a pessoa vai seguir, é sobre as mãos que são dadas nos bastidores, o quanto um ajuda o outro... Tem muita coisa além do prêmio final", avalia Taís Araujo, que não descarta voltar para uma quarta temporada. 

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