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Prestes a estrear em 'Sob Pressão', Marjorie Estiano afirma que a série a fez melhorar como cidadã

Atriz dá vida a Carolina e faz par com Evandro, de Julio Andrade

Carolina (Marjorie Estiano), na série "Sob Pressão"
Carolina (Marjorie Estiano), na série "Sob Pressão" - Globo/Mauricio Fidalgo

Leonardo Volpato
São Paulo

O público que assistir às cenas de “Sob Pressão”, que chega nesta próxima terça-feira (9) à tela da Globo, verá atuações impecáveis da atriz Marjorie Estiano, 36, na pele da médica Carolina. Religiosa, a médica acredita que a fé ajuda a salvar pacientes e faz de tudo para que ninguém morra em suas mãos. Porém, o personagem carrega uma veia dramática muito forte, o que deixa a própria atriz, por vezes, desnorteada.

“Eu não saio bem de cena, não. Às vezes, saio bem pior. Mas fui descobrindo como me livrar dessa carga e estar pronta para o dia seguinte. É como diz aquela velha história: lavou está novo”, fala.

Em outra cena, a de um acidente no qual a personagem se desgoverna com o carro e cai de um viaduto, Marjorie conta que sofreu na vida real para fazer. Apenas para essa cena, foram mobilizados quatro dublês, 70 figurantes e 220 pessoas em cinco dias de filmagens. “Meu corpo inteiro doía muito após a cena do acidente.”

Carolina é um dos papéis que mais exigiram da atriz. “Todos os personagens que fazem parte do meu currículo até hoje eu procurei entender fazendo junto, criando e entendendo a cabeça deles. Nesse momento, como a médica Carolina de ‘Sob Pressão’, acho que esse pensamento se inverteu. O personagem é que foi me construindo”, revela. ​

A atriz conta ainda que aprende todos os dias na pele da médica que faz de tudo para salvar vidas. “A Carolina e o universo da saúde têm me ajudado como cidadã, como pessoa. Essa série é um privilégio para mim, uma chance imensa de eu me aproximar de um lugar mais generoso ao outro. Antes disso, antes eu estava mais fechada na célula da ficção. E agora vejo o reflexo que a série tem sobre o telespectador”, define.

A atriz encerra avaliando o papel do casal de protagonistas da série, Carolina e Evandro (Julio Andrade), e como ambos podem passar de heróis a até vilões aos olhos de parte do público.

“Carolina e Evandro salvam vidas. Mas dentro do sistema que não tem suportes, pessoas vão acabar morrendo. E isso entra em discussão. Muitas vezes o papel do heroísmo vira uma espécie de vilania, pois as pessoas julgam. Esses personagens são falhos e heroicos como todos podem ser. Mas a corrupção mata”, conclui.

Especialmente no capítulo quatro, a personagem se vê diante de um dilema muito intrigante. Ela se reencontra com o pai que dela abusava na infância e que, até então, estava preso. A partir de uma série de fatores, a vida de Carolina muda. Com isso, as atuações de Marjorie crescem e ela rouba a cena na série.

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