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A Praça É Nossa tem melhor ibope em 12 anos, e Carlos Alberto conta segredo do sucesso

'O meu favorito é o deputado João Plenário', afirma Nóbrega

Nina, de Marlei Cevada, e Carlos Alberto de Nóbrega, em esquete de "A Praça É Nossa"
Nina, de Marlei Cevada, e Carlos Alberto de Nóbrega, em esquete de "A Praça É Nossa" - Lourival Ribeiro/SBT
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Descrição de chapéu Agora
Leonardo Volpato
São Paulo

Tradicional programa humorístico da TV, há mais de 30 anos no ar pelo SBT, A Praça É Nossa acaba de bater um novo recorde. A atração, comandada nas noites de quinta-feira por Carlos Alberto de Nóbrega, garantiu a melhor média anual desde 2006, com índice de 10,5 pontos, segundo dados do Kantar Ibope –cada ponto equivale a 201.061 espectadores na Grande São Paulo.

Além disso, o programa, em 24 edições neste ano, conquistou a liderança por 935 minutos, o que totaliza mais de 15 horas em primeiro lugar –cada programa dura em média uma hora e 15 minutos. De acordo com Carlos Alberto, é difícil precisar um motivo que explique os bons números, mas ele tem seus palpites.

"Se disser que possuo explicação clara eu estaria mentindo. Na minha visão, durante muitos anos eu tive os melhores comediantes do país, mas eles foram nos deixando. Eu fui repondo. Talvez a concorrência não seja tão feliz, e outros programas de comédia tenham muito palavrão", destaca ele, que também cita o humor popular, apesar das piadas de duplo sentido.

De acordo com Nóbrega, muitos personagens do programa têm repercutido. "Paulinho Gogó é o número um. Depois vem a Nina e o Matheus Ceará”, conta. “O meu favorito é o deputado João Plenário. Brincando, ele fala tudo o que queremos falar aos corruptos”, diz, sobre o papel de Saulo Laranjeira.

Nem mesmo as perdas recentes, como a saída de Moacyr Franco após 20 anos, fizeram com que a atração perdesse força. “Cortar o Moacyr foi o que mais me doeu [no fim de 2017], mas não podia fazer nada, era ordem de cima. Sempre digo que ele é um dos mais injustiçados da TV. As pessoas só vão dar valor quando ele morrer. Mas a vida é assim. Vai chegar o dia que eu serei mandado embora.”

Embora haja percalços, o momento é de comemorar. Mesmo há tanto tempo no ar, Nóbrega conta que ver seu programa no topo ainda rende muita emoção. “Dá um orgulho quando fico em primeiro de ponta a ponta. Estou com 64 anos de carreira e 82 anos de idade, não tenho mais muito que ficar vibrando, mas me sinto contente. O que eu mais escuto é que a ‘Praça’ é o programa que a família toda pode assistir. Está tudo muito redondinho, não pretendo mexer em nada.”

DA TV PARA O TEATRO

Os personagens do programa A Praça É Nossa cresceram e ganharam tanto carinho do público que, de algum tempo para cá, podem ser vistos fora do humorístico. A atriz e comediante Marlei Cevada, por exemplo, é reconhecida o tempo inteiro por onde quer que vá.

Reflexo das atuações no humorístico, onde vive a ingênua criança Nina, com suas piadas inocentes, e o garoto malandro Sangue. Marlei ainda faz apresentações teatrais vestida como os personagens que interpreta todas as quintas na TV e participa de quadros em programas de TV caracterizada. Ela afirma que “A Praça É Nossa” foi o pontapé inicial para tudo acontecer.

“Eu comecei no teatro aos 14 anos e jamais imaginaria chegar a esse nível, em um programa que eu assistia com o meu avô”, afirma a atriz, que explica como faz para reciclar suas piadas. “Piada é para fazer rir e não tem idade. Me baseio muito nas redes sociais, adapto tudo o que recebo e tento encaixar no texto. Misturo situações que já ocorreram comigo. Além disso, o Carlos Alberto é um fofo."

O humorista Saulo Laranjeira, conhecido como o deputado João Plenário, também faz shows vestido como tal pelo país com a peça “A Arte do Humor de Saulo Laranjeira”. Já o comediante Alexandre Porpetone conta que lançou na Praça mais de 40 papéis. Ele está na atração há 12 anos.

"Lembro que em pouco tempo lá eu já me tornei bem mais conhecido do que era com os trabalhos acumulados ao longo da minha carreira toda. Esses personagens que eu lancei hoje me dão frutos”, afirma. “Toda semana que eu chego e digo que tenho uma imitação nova, o Carlos [Alberto de Nóbrega] aceita”, diverte-se Porpetone, que também faz participação em eventos.

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