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Giovanna Antonelli defende novela acusada de racismo: 'A graça da profissão é a gente fazer o que a gente não é'

Novela se passa na Bahia, mas sem protagonistas negros nem atores baianos no elenco principal

Emílio Dantas e Giovanna Antonelli, protagonistas de "Segundo Sol" (Globo)
Emílio Dantas e Giovanna Antonelli, protagonistas de "Segundo Sol" (Globo) - João Cotta/Globo

São Paulo

Protagonista da novela "O Segundo Sol", que estreia nesta segunda-feira (14) na Globo, Giovanna  Antonelli falou em entrevista à RedeTV! sobre as polêmicas de racismo e falta de representatividade que rondam a novela.

Entre os cerca de 30 integrantes do elenco principal, somente três são negros. A novela se passa na Bahia, o estado mais negro do Brasil. Atores brancos e majoritariamente do sudeste foram priorizados na escolha do elenco. Para Antonelli, nada disso é um problema.

"Acho que a graça da profissão é a gente fazer o que a gente não é. Hoje, ali, vivendo na Bahia, fazendo um personagem baiano, todos que estão participando se sentiram tão baianos quanto um baiano e os admirando profundamente", defendeu a atriz.

"Eu, como artista, ficaria muito triste de um dia não poder interpretar uma índia, por exemplo, porque eu não sou uma. Eu posso me caracterizar para aquilo".

Ainda sobre o tema, Giovanna relembra o papel de Luís Mello em 'Sol Nascente’, em que o ator interpretava o japonês Kazuo Tanaka. Antonelli vivia sua filha adotiva na trama, em vez de uma atriz oriental.

"O Luís Mello, que não é um japonês, e ficou um barato, ele fez uma composição, não só da caracterização que fizeram nele, mas ele, como ator, teve uma dimensão de ir para um lugar que jamais imaginou. Ele virou japonês", defende.

A entrevista vai ao ar no TV Fama (RedeTV!) desta segunda-feira (14), às 21h30.

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