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'Acho que todo mundo tem um lado mau', diz Bruna Marquezine sobre vilã em 'Deus Salve o Rei'

José Fidalgo (Constantino) e Bruna Marquezine (Catarina) em cena da novela 'Deus Salve o Rei'
José Fidalgo (Constantino) e Bruna Marquezine (Catarina) em cena da novela 'Deus Salve o Rei' - Artur Meninea/Globo

BEATRIZ FIALHO
São Paulo

"Deus Salve o Rei", que estreou nesta terça (9), é a primeira novela medieval da Globo. Para compor o elenco, a emissora não economizou: Bruna Marquezine, Marina Ruy Barbosa e Tatá Werneck assumem os principais papéis femininos da trama. São atrizes da nova geração que, além da popularidade na TV, trazem consigo uma legião de fãs nas redes sociais.

O elenco, que também reúne nomes consagrados como Marco Nanini e Rosamaria  Murtinho, passou por um mês de preparações, antes das gravações começarem. O objetivo, segundo Marquezine, foi "alinhar todo o elenco em uma realidade muito distante".

Aulas de dança medieval, montaria, arco e flecha e encenação. "A maior dificuldade foi criar esse universo no nosso imaginário e conseguir viver aquilo", completa a atriz, que vive a ambiciosa princesa Catarina, do reino de Artena.

Na pele de uma vilã, a atriz comentou que não procura se identificar com a personagem. "Dá até um pouco de medo", brinca. Para ela, a intenção era criar uma identidade muito distante dos papéis que fez —e também da pessoa que é.

"Acho que todo mundo tem um lado mau. Quantas a vezes a gente não se vê diante de uma situação em que temos pensamentos cruéis e negativos? Mas foi interessante buscar esses sentimentos negativos porque a Catarina não tem esse freio", diz Marquezine.

Para a namorada do jogador Neymar, a fala de sua personagem também foi um desafio. "É difícil saber dar ritmo e naturalidade para uma fala que é tão rebuscada." 

A MOCINHA DA HISTÓRIA 

A dificuldade é a mesma para Marina, que interpreta Amália, a mocinha da trama.

"Além da fala, o corpo na minha composição também conta muito. Isso porque minha personagem, apesar de ser mocinha, não poderia parecer frágil", diz. Marina também afirma que se apaixonou por Amália. "Espero e quero me contaminar com essa força e com esse vulcão que ela é."

Já a personagem de Werneck foge de uma definição binária. Não é bem mocinha, nem vilã —mas, certamente, adiciona humor à trama. A recém-coroada rainha Lucrécia é uma princesa que, como toda a realeza, "não ouviu muitos nãos na vida".

"Ela é muito intensa em seus estados. Sofre muito, fica muito feliz e passa por esses estados sem um filtro", afirma Tata. No entanto, embora muitas pessoas possam enxergá-la com louca, a atriz reforça que tentou se distanciar do estereótipo.

"Estou tentando ver a Lucrécia não como uma mulher maluca, mas como uma mulher que se permite viver intensamente todos esses estados, que vive todos os seus destemperos emocionais sem se preocupar muito", explica.

O cômico, no entanto, fica por conta das situações em si. Sem bordões ou piadas forçadas, o humor está, principalmente, na tragédia. "A vida é isso, a gente não vive só uma comédia. A gente vive um drama mas em algum momento é inevitável, a comédia surge", define Marquezine. "Tudo depende da escolha do público, de como a pessoa vai enxergar aquela situação", completa Tatá.

TRETEIRAS 

Na trama, Catarina, personagem de Marquezine, é uma princesa oportunista. Seus planos expansionistas não serão muito bons para o reino vizinho, o reino de Montemor.

Embora vivam no mesmo reino, as personagens de Marquezine e Barbosa devem ter problemas futuros. "O caráter é diferente, mas elas têm características em comum por serem mulheres fortes", antecipa Marquezine.

O embate é inevitável. "Não é uma novela em que você vê a vilã e a mocinha lutando por um homem, sabe?, explica a intérprete de Catarina. "Ela tem uma obsessão pelo poder e ela vai destruir quem estiver no caminho."

Quem também deve enfrentar a fúria de Catarina é Lucrécia, que será Rainha de Montemor. A personagem de Tatá "não vai com a cara de Catarina por pura intuição", afirma a atriz.

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