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Música

Guilherme Arantes e Maria Rita desistem de participar de disco de Sérgio Reis

Baixas acontecem após cantor convocar atos antidemocráticos no país

A cantora Maria Rita
A cantora Maria Rita - Daryan Dornelles/Divulgação
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São Paulo

Guilherme Arantes, 68, e Maria Rita, 43, desistiram da participação que fariam no próximo disco de Sérgio Reis, 81. Eles se juntam ao músico Gutemberg Guarabyra, 73, que havia descartado da parceria após o cantor convocar atos antidemocráticos no país em defesa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Sem dar detalhes, a assessoria da cantora Maria Rita confirmou que ela desistiu de participar do projeto de Sérgio Reis. Ela faria um dueto com o cantor na música “Romaria”, que fez sucesso na voz de Elis Regina (1945-1982), mãe da artista.

Já o cantor e compositor Guilherme Arantes foi mais direto. Ele afirmou que não gostou das declarações feitas por Sérgio Reis e decidiu não fazer mais a parceria inédita cantando “Planeta Água”, música de sua autoria. “Para mim, compositor, a gota d'água, sem querer brincar de trocadilho, foi esse colega dizer que não é frouxo, que não é mulher. Para mim, essa expressão bastou. Chega”, disse Arantes. “Não quero mais participar, e ponto final”, afirmou o artista, também segundo sua assessoria.

O cantor explicou que "Planeta Água" é uma ode ao espírito feminino da natureza, chave da alma brasileira. Já a água é o elemento-símbolo do Brasil, elemento-chave da natureza feminina do universo.

“E é no feminino que está a força desse elemento da vida. Assim, e só por conta desse equívoco, ficou incompatível a canção com o intérprete”, afirma Arantes.

Guarabyra publicou no Twitter, na última segunda-feira (16), que sempre teve enorme admiração pelo trabalho, bom gosto, extrema musicalidade de Sérgio Reis, mas que desistiu de participar de novo disco. “No disco dele que irá sair, inclusive, participaria em uma faixa, gravação dele de Sobradinho. Mas me considero incompatível com seu posicionamento atual e infelizmente declino do convite”, escreveu.

Nesta semana, o compositor Renato Teixeira, 72, parceiro de longa data de Sérgio Reis, manifestou-se em defesa da democracia em seu perfil no Instagram. "A democracia é um bem conquistado a duras penas. A música é uma arte democrática", começou.

"Portanto, jamais usarei o meu prestígio para tentar usurpar o nosso sistema democrático”, escreveu o compositor.

Em maio, Sérgio Reis havia revelado em entrevista exclusiva ao F5 o lançamento de um novo álbum com grandes sucessos e recheado de parcerias. Uma delas é com Zé Ramalho na música "Admirável Gado Novo".

"É disco para ganhar Grammy", avisou o cantor na época, que recebeu quatro vezes o prêmio de melhor álbum sertanejo (é o maior vencedor da categoria), sendo a última com "Amizade Sincera 2", em parceria com Renato Teixeira e lançado em 2015.

O outro projeto, dizia, era voltar à política. Sérgio Reis afirmou na ocasião que pretende se candidatar a deputado federal em 2022. Sairá pelo mesmo partido que disputou e ganhou em 2014, o PRB (Partido Republicano Brasileiro). Sua motivação, afirmou, é investir em saúde.

Nesta sexta-feira (20), Sérgio Reis foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, a pedido do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. O objetivo é apurar eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, e contra os membros dos Poderes.

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