Música

Membros do grupo russo Pussy Riot ganham asilo na Suécia após alegarem sofrer ameaça de morte

Um deles foi condenado a 15 anos de prisão após protesto

Membros da banda russa punk Pussy Riot Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova protestam com outros dois membros do grupo mascarados durante os Jogos Olímpicos de Sochi em 2014
Membros da banda russa punk Pussy Riot Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova protestam com outros dois membros do grupo mascarados durante os Jogos Olímpicos de Sochi em 2014 - Eric Gaillard - 20.fev.2014/ Reuters
Estocolmo

Dois membros do polêmico grupo russo Pussy Riot conseguiram nessa terça-feira (30) asilo político na Suécia, onde estavam refugiados desde 2017, segundo anunciou a televisão estatal sueca SVT.

Os artistas Luisine Djanyan e Aleksej Knedljakovskij, pais de dois filhos, declararam-se vítimas de assédio e ameaças de morte em seu país de origem por seu ativismo político.

A solicitação da família foi recusada inicialmente em 2018, porque o escritório de imigração considerava que sua situação não era preocupante. O casal apelou e um tribunal de imigração se pronunciou a seu favor.

Em 2014, os dois participaram de uma manifestação junto a outros membros do grupo Pussy Riot contra os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi.

Em 2016, Aleksej Knedljakovsky foi condenado a 15 anos de prisão após ter pendurado uma cruz no pescoço de uma estátua que representava o chefe da atual FSB, o serviço especial russo. 

A banda punk se apresentou, no último dia 20, em São Paulo, no festival Garotas à Frente, na Barra Funda, mas apenas uma das integrantes originais do coletivo Nadya Tolokonnikova se apresentou

Falando em inglês, ela contou que, na Rússia, estão proibidas canções sobre álcool e drogas, por ofenderem religiões, e que dúzias de músicos já foram presos. E que dar likes nas redes sociais ou publicar memes contrários ao regime pode dar prisão. 

Nadya e a colega Maria Alyokhina chegaram a ficar 21 meses presas por suas manifestações na Rússia. As acusações contra elas aconteceram após invadirem uma igreja e cantarem contra o presidente Vladimir Putin, em 2012. 

AFP
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