Música

Conheça Ava Max, a mistura de Gaga e Marina and the Diamonds em ascensão nos EUA

Cantora de ascendência albanesa lidera parada de artistas emergentes da Billboard

A cantora Ava Max

A cantora Ava Max Jimmy Fontaine/Divulgação

Rafael Andery
São Paulo

Ava Max tem apenas três singles lançados, mas já conta com quatro nomeações em premiações internacionais a serem realizadas em 2019, em três países: Dinamarca, Inglaterra e Suécia. A primeira música da cantora americana a ser lançada comercialmente, "My Way", é de abril de 2018.

Com pouco menos de um ano de carreira, ela já atingiu o topo das paradas em oito países, incluindo no concorridíssimo mercado britânico. O single "Sweet but Psycho", um pop com batida animada lançado em agosto do ano passado, é o principal responsável pela ascensão meteórica da cantora.

"Eu achei que ele era especial quando nós o fizemos, mas era impossível esperar esse tipo de sucesso", diz Ava, em entrevista ao F5. "Eu nunca fiz questão de ser famosa." 

Não gostar do tapete vermelho, contudo, não a impediu de se esforçar muito para entrar na indústria da música. Ava, que tem 24 anos, conta que tentou contatos com gravadoras por uma década antes de conseguir sua primeira grande chance no ano passado, quando ganhou a simpatia do produtor canadense Cirkut, que já trabalhou com estrelas como Rihanna e Katy Perry.

Ambos começaram a escrever e gravar canções juntos, antes de Cirkut publicar uma dessas composições na plataforma de streaming SoundCloud. A parceria chamou a atenção da Atlantic Records, gravadora americana responsável por nomes como Aretha Franklin, Ray Charles e Led Zeppelin, que assinou com Ava.

A parceria com Cirkut, aliás, foi retomada em "Sweet  but  Psycho". "As pessoas simplesmente não me davam uma chance antes", conta Ava. "Ninguém se interessava se você sabia cantar, ninguém assinava contratos comigo."

Um dos segredos da sua resiliência, diz ela, está em suas origens. Seus pais são refugiados albaneses que se mudaram para os Estados Unidos no início dos anos 1990. Em entrevistas, Ava já revelou que eles chegaram a morar em uma igreja de Paris por um ano. "Acho que minhas raízes albanesas me dão força para trabalhar muito", diz a cantora. "De ter um objetivo e fazer o que for preciso para alcançá-lo." 

E considerando que sua carreira tem menos de um ano, fica difícil de prever até onde podem ir os objetivos de Ava. "Em dez anos talvez eu esteja tendo uma família", prevê a artista. "Mas em cinco quero estar tocando em estádios. Não toquei em nenhum ainda." 

Pelo andar da carruagem, não deve demorar. Ava é a atual líder do ranking Emerging Artist 100 da revista americana Billboard, que classifica os cem artistas em ascensão nos Estados Unidos. No final de janeiro, a cantora fez sua primeira apresentação na TV americana, no programa Late Night, de James Corden.

Sua performance —e seu cabelo e roupas, digamos, originais— renderam comparações com artistas como Lady Gaga e Marina and the Diamonds. "É um grande elogio, elas são grandes artistas e eu as adoro. Mas eu sempre me inspiro na Mariah Carey. É minha garota número um", confessa Ava.

A inspiração maior da cantora já vendeu mais de 265 milhões de discos ao redor do mundo. Ava ainda não vendeu nenhum. A corrida começa em 2019, quando ela deve lançar seu primeiro álbum. "Já terminei alguns hinos pop." 

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