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Cidade da moda e do glamour, Los Angeles avança para proibir produtos de pele animal

Para entrar em vigor, a proposta precisa ser sancionada pelo prefeito

Os vereadores Paul Koretz (à esq., no microfone) e Bob Blumenfield
Os vereadores Paul Koretz (à esq., no microfone) e Bob Blumenfield - Richard Vogel-18.set.2018AP

Los Angeles

A cidade de Los Angeles, um importante centro da indústria da moda global, tomou um passo nesta terça-feira (18) para se tornar a maior metrópole dos Estados Unidos a proibir a venda e fabricação de produtos feitos com pele animal.

Seguindo a iniciativa de San Francisco e de duas cidades menores da Califórnia, a Câmara Municipal de Los Angeles aprovou por 12 votos a 0 a decisão de orientar a Promotoria da cidade a elaborar um decreto proibindo peças e acessórios de pele que vão desde casacos até amuletos de pés de coelho.

Para entrar em vigor, a proposta precisa ser sancionada pelo prefeito, Eric Garcetti, após ser aprovada pela Câmara. Defensores da medida disseram esperar que a proibição ao uso de peles animais na segunda maior cidade americana, apesar de seu vibrante cenário de moda e compras e da associação com o glamour, leve a medidas similares em defesa dos animais em outros lugares do mundo.

"Los Angeles é uma das capitais mundiais da moda, e se pudermos fazer isso aqui, podemos fazer em qualquer lugar”, disse o vereador Paul Koretz, um dos defensores do projeto, em entrevista antes da votação. "Esperamos que Nova York, Chicago e Miami estejam observando."

Los Angeles abriga um dos maiores mercados de moda do mundo e tem uma região no centro da cidade com cerca de 4.000 lojas, showrooms e fabricantes que se espalham por cerca de cem quarteirões, mas poucos comerciantes vendem produtos de pele de animal.

Reuters
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