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Miss América não terá desfile de biquíni no concurso de 2019

Gretchen Carlson, presidente da organização, disse que quesitos serão revistos

A miss Texas Margana Wood na competição de biquíni do concurso de 2017
A miss Texas Margana Wood na competição de biquíni do concurso para miss 2018 - REUTERS

São Paulo

Desde que começou, em 1921, o Miss América tinha o tradicional desfile de roupa de banho —que, na época, não era bem um biquíni. Quase cem anos depois, a organização anunciou, nesta terça (5), que os trajes de banho foram banidos do concurso, que terá sua próxima edição em setembro e elege uma representante para o Miss Universo 2019.

"Nós não vamos te julgar por sua aparência exterior", disse Gretchen Carlson, ex-âncora da Fox News, que hoje é presidente do comitê do concurso. "Nós queremos que mais mulheres saibam que elas são bem-vindas nesta organização", afirmou em entrevista ao jornal Good Morning America, da ABC.

Carlson foi uma das mulheres a denunciar casos de assédio em 2016, quando entrou com um processo contra o então presidente da Fox, Roger Ailes.

"Nós estamos indo adiante e nos envolvendo nessa revolução cultural", disse ela, acrescentando que o concurso deve focar nas ideias, inteligência e talentos das candidatas. Gretchen Carlson foi coroada Miss América em 1989, pelo estado de Minnesota. 

A organização não esclareceu, no entanto, se os concursos regionais precisarão seguir a nova regra. A mudança faz parte de uma onda de renovações que vêm acontecendo desde que Carlson assumiu a presidência em janeiro deste ano, depois de um escândalo envolvendo Sam Haskell, que teria feito comentários misóginos sobre uma competidora.

No último semestre, a presidente nomeou mulheres para ocupar sete das nove cadeiras na comissão organizadora do concurso. Além disso, diversas delas foram indicadas para ocupar cargos mais altos.

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