De faixa a coroa

Novo Miss Brasil Universo deve aceitar mulheres trans

Missólogo baiano Roberto Macêdo é apontado como um dos responsáveis pelo concurso

Júlia Horta é a atual detentora do título de Miss Brasil - Bruno Santos/Folhapress

Na tarde desta quinta-feira (2) foram lançados nas redes sociais os supostos perfis oficiais do novo Miss Brasil, concurso que elege uma candidata do país para o Miss Universo. Com o nome de “U Miss”, as páginas online por enquanto não dão muitas informações sobre o futuro do possível concurso ou sobre seu novo realizador. Porém já representam um alívio para os fãs da competição que estavam desamparados, sem notícias desde meados do ano passado.

Segundo o jornalista e missólogo baiano Roberto Macêdo, que estaria à frente da linha editorial do projeto, as informações serão reveladas em breve nas páginas em questão, possivelmente na semana que vem. Ele publicou essas dicas em seu perfil na rede social Instagram.

“Conto com todos vocês para o sucesso do Brasil no Miss Universo”, diz ele em postagem. Macêdo é bastante reconhecido na indústria miss e é famoso por pilotar o site especializado "Miss News" e também por ter escrito uma biografia sobre Martha Vasconcellos, segunda brasileira a vencer o Miss Universo, em 1968.

O Miss Brasil até o ano passado era realizado pela gigante Polishop, por meio de sua marca de cosméticos Be Emotion, em parceria com a Band TV. Entretanto, não houve renovação de contrato, descontinuando a realização da competição de beleza. Desde então, não houve notícia sobre o retorno da eleição, até agora.

A atual detentora do título é a mineira Júlia Horta, 26, que, eleita em março de 2019, está à frente do posto há um ano e quatro meses. "Estou sabendo de todas as coisas junto com vocês. A única coisa que sei é que vão revelar a empresa por trás do evento até o fim da semana que vem. Mas ainda não foi confirmado comigo se vai ser indicação ou se haverá concurso, pois a situação de pandemia no Brasil está muito tensa. Provavelmente por conta disso será uma indicação, também porque não há muito tempo para a seleção. Independente de como será o anúncio, eu sei que vou passar a coroa, em um estúdio, que já me avisaram também. Estou aguardando!", contou Horta à coluna.

O QUE SE SABE ATÉ AGORA

Um logotipo azulado com uma coroa dourada no meio e letras também douradas emolduram o aparente novo nome do evento. “Bem vindos à página oficial do Miss Brasil. Nosso objetivo é fazer o concurso crescer e empolgar cada vez mais, culminando com a coroa do Miss Universo, sempre!”, diz uma das postagens do perfil "U Miss".

Outras publicações no destino, que trazem mensagens como “o concurso Miss Brasil começa uma nova era” e “reverenciando o passado”, ilustram que a nova etapa da competição deve fazer uma parceria com as antigas vencedoras de sua história. Mais uma novidade é que a faixa deve voltar a ser verde e amarela, nas cores da bandeira nacional, abandonando os tons dourados da era Be Emotion.

A revelação da faixa está em uma imagem publicada nos perfis, editada com nuvens ao fundo de um céu ensolarado.

Segundo Macêdo comentou em transmissão ao vivo realizada na semana passada, em conjunto com a Miss Brasil Universo 2017, a piauiense Monalysa Alcântara, será permitida a participação de mulheres trans na disputa – assim como acontece em concursos internacionais. A dupla com Monalysa também dá a entender que pelo menos as misses Brasil mais recentes supostamente já sabem alguns detalhes da novidade.

Especula-se também que o novo franqueado do Miss Universo no país seja uma empresa de fora do mercado da beleza, apesar de não ter nenhuma informação confiável sobre isso. Procurado pela coluna, Macêdo não quis se pronunciar no momento sobre o tema, mas disse que mais detalhes serão revelados em breve.

De faixa a coroa

Fábio Luís de Paula é jornalista especializado na cobertura de concursos de beleza, sendo os principais deles o Miss Brasil e Miss Universo. Formado em jornalismo pelo Mackenzie, passou por Redações da Folha e do UOL, além de assessorias, como a da Fox.

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