Alexandre Orrico

BBB 21: Mamacita respira no jogo

Combinação de fatores deve adiar mais e mais saída de Karol Conká

Karol Conká - João Cotta/Globo

Importante dizer antes de tudo que esse texto não tem intenção alguma de passar pano ou tirar o rótulo de vilã que Karol Conká colocou em si mesma durante o Big Brother Brasil 21. Mas independente do que achamos, uma combinação de fatores pode empurrar a cantora para mais longe no reality.

Se cair no paredão, tudo indica que será um massacre de rejeição semelhante ao que ocorreu com Nego Di, eliminado com o recorde de 98,76% dos votos. Mas Karol mostrou alta capacidade de mudar o próprio comportamento dentro da casa e, assim, sair da mira de quem a tinha como opção de voto.

Como Tiago Leifert já disse várias vezes, uma das melhores estratégias dentro da casa é fugir a todo custo dos paredões e é exatamente isso que a Karol está fazendo. Ela conta, claro, com pitacos e interferências da direção, como quando deixou escapar ter recebido conselhos de uma pessoa “grande e importante” do programa, dentro do confessionário.

A edição do BBB 21 também anda fazendo força para posicioná-la em um papel de vilã cômica, mais suave, diferente da personagem do começo do programa. “Rainha do deboche”, como ela mesma se descreveu.

Sarah, a líder da semana e inimiga mortal de Karol, já disse que vai indicar Pocah ao paredão. Conká conseguiu certa simpatia até mesmo de Gil, que chamava Karol de Kobra e fez a sua clássica dancinha Tchaki Tchá quando viu que a cantora estava se dando mal. Agora, vez ou outra, o economista a defende mesmo dentro do G3 (grupo que inclui Sarah e Juliette, além dele próprio).

A junção destes fatores aliviou momentaneamente a barra de Karol e colocou para assar a batata de outros integrantes do chamado Ga binete do Ódio. Projota, que arquiteta votos e faz planos 24 horas por dia, já entrou na mira de alguns participantes e é a segunda opção da líder Sarah. Lumena está cada vez mais isolada e foi criticada inclusive por Projota e Karol.

Enquanto isso, goste ou não, a Mamacita ganha espaço –e tempo– dentro do jogo.

Alexandre Orrico

Foi repórter e editor da seção de tecnologia da Folha entre 2009 e 2015. Colaborador da Folha, hoje trabalha para a ICFJ (International Center for Journalists) e edita o Núcleo Jornalismo.

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